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MADRID 10 abr. (EUROPA PRESS) -
O comitê espanhol da Agência das Nações Unidas para os Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA) denunciou nesta sexta-feira que seus escritórios no Líbano estão “sob ameaça” após as ordens de “deslocamento coercitivo” das autoridades de Israel, que exigem “o abandono forçado de zonas de Beirute onde vivem milhares de pessoas e onde há instalações da agência”.
Assim, precisou em um comunicado que essas ordens afetam cerca de 700.000 residentes da capital libanesa, mas também campos de refugiados provenientes da Palestina. Esses abrigos, indicou, acolhem mais de 6.000 pessoas. Além disso, o hospital Rafik Hariri também pode ser afetado.
“Essa medida surge após a onda de ataques aéreos israelenses na quarta-feira, durante a qual mais de uma centena de locais foram bombardeados em apenas dez minutos, causando mais de 300 mortes, 1.000 feridos e o colapso dos hospitais na capital libanesa”, lamentou.
Nesse sentido, afirmou que, desde o início da ofensiva contra o Líbano, já se contabilizam mais de um milhão de deslocados, com 200.000 pessoas que cruzaram para a Síria desde 2 de março. “Entre elas, há mais de 1.200 refugiados e refugiadas palestinos provenientes da Síria que, após terem fugido anteriormente da guerra, enfrentam novamente o deslocamento forçado e a insegurança”, alertou a UNRWA Espanha.
No entanto, destacou que “apesar da difícil situação no país, o pessoal da UNRWA no terreno continua a realizar seu trabalho humanitário, fornecendo abrigo e serviços básicos de saúde, educação, apoio psicossocial e saneamento”, além de serviços educacionais.
A UNRWA Espanha expressou sua “profunda preocupação” com o impacto humanitário dessa escalada e com as ordens de deslocamento coercitivo que afetam as infraestruturas das Nações Unidas, e faz um apelo urgente para que se ponha fim aos ataques e se respeite o Direito Internacional.
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