Publicado 07/04/2026 13:22

A UNRWA Espanha apela para que seja garantido o acesso humanitário em Gaza, por ocasião do Dia Mundial da Saúde

Archivo - Arquivo - GAZA, 31 de maio de 2024  -- Um caminhão que transporta ajuda humanitária chega a um armazém da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA) na cidade de Khan Younis, no sul da Faixa d
Europa Press/Contacto/Rizek Abdeljawad - Arquivo

MADRID 7 abr. (EUROPA PRESS) -

O comitê espanhol da Agência das Nações Unidas para os Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA) pediu, nesta terça-feira, que se garanta o acesso humanitário na Faixa de Gaza, por ocasião do Dia Mundial da Saúde, exigindo também o fim das restrições sanitárias na Cisjordânia.

Por ocasião do Dia Mundial da Saúde, o comitê espanhol da agência alertou que, apesar do cessar-fogo, o sistema de saúde de Gaza continua à beira do colapso, com milhares de feridos, hospitais inoperantes e suprimentos médicos esgotados.

“Aproveitamos o Dia Mundial da Saúde para lembrar que por trás de cada estatística em Gaza e na Cisjordânia há pessoas reais que precisam de atendimento médico urgente para sobreviver”, destacou a diretora da UNRWA Espanha, Raquel Martí, que insistiu que a ajuda sanitária deve entrar em Gaza “sem demoras nem obstáculos”.

“Israel deve pôr fim às restrições de mobilidade que impedem que os medicamentos cheguem àqueles que mais precisam na Cisjordânia”, reclamou.

O comitê espanhol da agência da ONU destacou que, longe de reverter a situação, “o bloqueio à entrada de ajuda humanitária perpetua a situação sanitária”, tudo isso apesar do cessar-fogo em vigor na zona.

“Desde o final de fevereiro, apenas 0,5% dos suprimentos que Israel permitiu que entrassem em Gaza correspondem a produtos de saúde, apesar de, de acordo com o Ministério da Saúde, 46% dos medicamentos essenciais e 66% dos suprimentos médicos básicos estarem esgotados”, denunciou a UNRWA Espanha.

Essa situação é agravada pela destruição do sistema de saúde na Faixa, que registrou mais de 900 ataques contra centros de saúde desde outubro de 2023. De acordo com os dados da agência, atualmente, apenas 109 centros de saúde e 19 hospitais permanecem parcialmente operacionais, o que representa menos da metade das infraestruturas existentes.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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