Europa Press/Contacto/Moaz Abu Taha
MADRID, 1 jun. (EUROPA PRESS) -
O comissário geral da agência de refugiados da ONU, Philippe Lazzarini, denunciou que os novos centros de distribuição de ajuda para Gaza, criados pela controversa fundação humanitária concebida pelos Estados Unidos e Israel, não passam de uma "armadilha mortal" para os cidadãos do enclave, como demonstram os "crimes atrozes" com "mortes em massa" como o ocorrido no domingo.
O Ministério da Saúde de Gaza e organizações médicas palestinas denunciaram que um ataque israelense próximo a um desses centros perto de Rafah, no sul do enclave, deixou mais de 30 mortos e 200 feridos. A Fundação Humanitária de Gaza (GHF), responsável pela distribuição, negou o incidente e afirma que se trata de uma distorção inventada pelo movimento islâmico palestino Hamas.
Lazzarini, em uma declaração publicada esta tarde em sua conta na rede social X, denunciou um "sistema humilhante" que opera fora da lei internacional e que "forçou milhares de pessoas famintas e desesperadas a caminhar dezenas de quilômetros até uma área praticamente pulverizada devido ao intenso bombardeio do exército israelense".
"As entregas e a distribuição de ajuda devem ser realizadas em grande escala e de forma segura. Em Gaza, isso só pode acontecer por meio da ONU", acrescentou Lazzarini, que novamente pediu a Israel que levante o cerco e permita à ONU "acesso seguro e desimpedido para que a ajuda chegue e seja distribuída com segurança".
Como fez no início da semana, Lazzarini insistiu que a ajuda fornecida pela ONU desde o início do conflito nunca passou pelas mãos do Hamas, ao contrário das alegações israelenses e norte-americanas.
"Com as narrativas concorrentes e as campanhas de desinformação em pleno andamento, a mídia internacional deve ter permissão para entrar em Gaza para relatar de forma independente as atrocidades em curso, incluindo o crime hediondo desta manhã", disse Lazzarini.
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