Europa Press/Contacto/Mamoun Wazwaz
MADRID 8 mar. (EUROPA PRESS) -
A agência das Nações Unidas para os refugiados palestinos, UNRWA, condenou nesta sexta-feira que a ação militar das Forças de Defesa de Israel (IDF) no norte da Cisjordânia está tendo "consequências terríveis", "agravando uma situação já terrível para os palestinos deslocados".
Os funcionários da UNRWA lamentaram que muitas pessoas não possam "se dar ao luxo de comer", ao mesmo tempo em que denunciaram que a destruição de edifícios em campos de refugiados levou os palestinos deslocados a ficarem em "abrigos públicos", muitos dos quais "carecem das necessidades mais básicas".
"As autoridades israelenses começaram a demolir mais de 16 edifícios no campo de refugiados de Nur Shams, depois de destruir mais de duas dúzias de casas na Cisjordânia ocupada na semana passada", disse a agência.
Essa situação foi agravada pelo fechamento, em fevereiro, do posto de controle de Tayaseer, que "prejudicou seriamente o movimento de mais de 60.000 palestinos", de acordo com o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).
Nesta primeira sexta-feira do Ramadã, as restrições de acesso impostas pelas autoridades israelenses também impediram que "milhares de fiéis palestinos" chegassem a seus locais de culto.
"As restrições foram impostas com base na idade e no gênero, com a condição de que aqueles que entram em Jerusalém Oriental possuam permissões emitidas por Israel. As autoridades também instalaram centenas de barreiras de metal para controlar rigorosamente o movimento de pessoas", disse o porta-voz do secretário-geral da ONU, Stephane Dujarric.
A OCHA enviou equipes de monitoramento para acompanhar os movimentos através dos postos de controle "para identificar possíveis riscos de proteção e possíveis medidas para os palestinos atravessarem, com atenção especial aos mais vulneráveis, como crianças, mulheres grávidas e idosos".
As tropas israelenses intensificaram suas operações na Cisjordânia após os ataques realizados em 7 de outubro de 2023 pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) e outras facções palestinas, embora os primeiros nove meses daquele ano já tivessem registrado um número recorde de mortes na Cisjordânia.
O número de mortos na ofensiva do exército israelense contra a Faixa de Gaza, após os ataques de 7 de outubro de 2023, subiu para quase 48.450, disseram as autoridades do enclave, controlado pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), na quinta-feira.
O Ministério da Saúde de Gaza especificou em um comunicado publicado via Telegram que até o momento foram confirmados 48.446 mortos e 111.852 feridos, embora tenha advertido que esses números poderiam ser maiores, já que "ainda há vítimas sob os escombros e deitadas nas ruas, já que as ambulâncias e as equipes de Proteção Civil não podem chegar até elas".
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