Publicado 28/07/2026 11:31

A UNRWA denuncia a invasão de forças israelenses em suas instalações em Jerusalém Oriental

Israel reteve os funcionários e os alunos do centro enquanto durou a operação

14 de julho de 2026, Gaza, Estado da Palestina: JABALIA, FAIXA DE GAZA — 14 DE JULHO DE 2026: Palestinos protestam em frente a uma instalação da UNRWA no Campo de Refugiados de Jabalia, no norte da Faixa de Gaza, em oposição às recentes declarações do ex-
Europa Press/Contacto/Ramez Habboub

MADRID, 28 jul. (EUROPA PRESS) -

A Agência das Nações Unidas para os Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA) denunciou nesta terça-feira a invasão de forças israelenses em seu centro educacional em Jerusalém Oriental, alegando que as forças não estavam autorizadas para a operação e que esse caso levanta dúvidas sobre a proteção das instalações das Nações Unidas.

“Pela segunda vez em menos de um mês, as forças israelenses e funcionários municipais invadiram à força o Centro de Formação Profissional de Kalandia, uma instalação da ONU localizada na Jerusalém Oriental ocupada, interrompendo as atividades educacionais em andamento e suscitando uma renovada preocupação com a proteção das instalações da ONU nos termos do direito internacional”, denunciou a UNRWA em um comunicado no qual afirma que as ações israelenses “não eram autorizadas” e que os alunos e professores estavam ministrando e assistindo às aulas.

Dessa forma, a agência criticou o fato de que as autoridades israelenses reuniram os funcionários e os alunos e “os mantiveram confinados enquanto durou a operação”. “Não foi apresentada nenhuma documentação que explicasse o objetivo da entrada, e os funcionários municipais tiraram fotos sistematicamente dos prédios, escritórios e instalações de treinamento”, destacou.

Conforme criticado pela UNRWA, o centro de formação está há vários meses sob a ameaça de uma apreensão ilegal por parte das autoridades israelenses. “A UNRWA alertou que isso não apenas constituiria uma violação do Direito Internacional, mas também representaria uma perda irreparável de oportunidades fundamentais de formação profissional que a Agência oferece em virtude do mandato que lhe foi conferido pela Assembleia Geral das Nações Unidas”, ressaltou.

Nesse ponto, ele destacou que esse centro oferece oportunidades para jovens refugiadas palestinas desenvolverem competências, conseguirem emprego e construírem seu futuro.

Dessa forma, a UNRWA, invocando as decisões da Corte Internacional de Justiça, instou as autoridades israelenses a cumprirem suas obrigações e a se absterem de qualquer nova interferência nas instalações, no pessoal e nos refugiados que recebem serviços da agência.

Este caso gerou críticas em nível internacional, como no caso do Egito ou da Jordânia, que denunciaram as ações israelenses contra o centro de capacitação de jovens refugiados.

A diplomacia egípcia se referiu a este caso como uma “violação flagrante da inviolabilidade das instalações da ONU” e “uma continuação das ações ilegais de Israel na Cisjordânia”, denunciando que isso viola as convenções internacionais sobre a proteção de civis que vivem sob ocupação.

Dessa forma, o Cairo exigiu que a comunidade internacional adote “medidas urgentes” para impedir novas ações de Israel contra esse tipo de instalação e garantir que a UNRWA “possa continuar cumprindo seu mandato da ONU”.

Na mesma linha, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Jordânia, Fuad Majali, expressou sua “firme rejeição e condenação” à “campanha sistemática de Israel contra a UNRWA”. Assim, ele denunciou o assédio à agência de ajuda humanitária, que “restringe suas instituições e mina sua missão humanitária”.

Referiu-se à operação israelense no centro educacional como uma violação “clara” do Direito Internacional, reiterando que ela vai contra os pareceres da Corte Internacional de Justiça.

Diante das intenções de desmantelar a UNRWA e minar sua importância simbólica, a Jordânia exigiu que a comunidade internacional cumpra suas responsabilidades “legais e morais”, preste apoio à instituição e se oponha às medidas israelenses.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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