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MADRID 8 abr. (EUROPA PRESS) -
O comissário geral da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA), Philippe Lazzarini, denunciou nesta terça-feira que as autoridades israelenses emitiram ordens de fechamento para seis de suas escolas em Jerusalém Oriental.
Lazzarini disse em uma postagem na mídia social que oficiais israelenses acompanhados por forças de segurança invadiram seis instalações educacionais em Jerusalém Oriental na terça-feira e emitiram ordens de fechamento dentro de 30 dias.
"As escolas da UNRWA na Jerusalém Oriental ocupada são instalações que oferecem educação às crianças refugiadas da Palestina. Cerca de 800 crianças serão diretamente afetadas por essas ordens de fechamento e provavelmente não conseguirão terminar o ano letivo", criticou.
Lazzarini lembrou que as escolas da UNRWA "são protegidas pela imunidade" concedida a elas pela ONU, de modo que "entradas não autorizadas e a emissão de ordens de fechamento" são uma "violação" dessas proteções, representando "uma revogação das obrigações de Israel sob a lei internacional".
A UNRWA já denunciou em fevereiro o fechamento de quatro de seus centros educacionais em Jerusalém Oriental pelas autoridades israelenses, afetando pelo menos 350 estagiários e 250 crianças, depois que duas leis que proíbem as atividades da agência da ONU entraram em vigor.
A decisão do Knesset de aprovar os dois projetos de lei que proíbem as atividades da agência ocorre em meio à crescente hostilidade israelense em relação ao papel da UNRWA, refletida em anos de acusações de supostos vínculos com o Hamas e em uma campanha de difamação contra os pilares de sua fundação, pedindo que ela seja dissolvida e que seu trabalho seja assumido por outras agências da ONU e ONGs.
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