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MADRID, 29 abr. (EUROPA PRESS) -
O comissário geral da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA), Philippe Lazzarini, denunciou nesta terça-feira que mais de 50 membros da agência foram detidos pelas forças israelenses no marco da ofensiva contra a Faixa de Gaza e denunciou que sofreram "abusos" na custódia.
"Desde o início da guerra em outubro de 2023, mais de 50 trabalhadores da UNRWA, incluindo professores, médicos e assistentes sociais, foram detidos e abusados", disse ele, antes de afirmar que essas pessoas "foram tratadas da maneira mais chocante e desumana".
Ele disse ter recebido recentemente o testemunho de "um colega que foi preso em Gaza e torturado enquanto estava detido". "Ele acabou sendo libertado", explicou, antes de denunciar que "o trabalho humanitário da equipe da UNRWA é enfrentado com brutalidade".
"Eles relataram ter sido agredidos e usados como escudos humanos", disse ele em sua conta na mídia social X, acrescentando que os detidos "foram submetidos a privação de sono, humilhação, ameaças de danos a si mesmos e a suas famílias e ataques de cães".
Nesse sentido, ele ressaltou que "muitos foram submetidos a confissões forçadas" e enfatizou que "isso é absolutamente desolador e ultrajante". "Os trabalhadores humanitários não são um alvo. Seu sofrimento não deve ser ignorado.
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