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BRUXELAS 26 mar. (EUROPA PRESS) -
A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA) denunciou nesta quarta-feira em Bruxelas o corte total de suprimentos para Gaza desde o fim do cessar-fogo em 2 de março e alertou sobre a proximidade de uma fome.
"Cada dia sem suprimentos significa que estamos nos aproximando de uma fome", disse a diretora de comunicações da UNRWA, Juliette Touma, falando à mídia na capital belga.
Touma explicou que, desde o fim do cessar-fogo em 2 de março, "nada chegou a Gaza, nem comida, nem água, nem suprimentos", o que equivale a "três semanas e meia sem suprimentos humanitários".
"A retomada da guerra foi catastrófica", lamentou Touma, pedindo mais uma vez a renovação do cessar-fogo, período durante o qual a UNRWA conseguiu enviar "entre 500 e 600 caminhões" de ajuda humanitária por dia.
Ela pediu a reabertura dos cruzamentos rodoviários para permitir a chegada de alimentos, água potável e suprimentos médicos, porque eles são "a maneira mais barata, mais eficiente, mais fácil e mais rápida de levar suprimentos para Gaza". "Todo dia é importante. É por isso que pedimos a retomada das entregas de ajuda humanitária.
Por outro lado, Touma reiterou que o financiamento continua sendo "um problema muito importante" para a Agência, algo que "nos últimos tempos" se tornou ainda "mais precário e difícil".
"É essencial continuar financiando e apoiando a ONU porque ela é insubstituível, não há alternativa", disse ele, lembrando que a UNRWA é a única agência que opera diretamente no terreno, sem intermediários.
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