Europa Press/Contacto/Saulo Angelo
A formação fala de acusações "infundadas", enquanto seu presidente está ligado a pessoas acusadas de lavagem de dinheiro.
MADRID, 19 set. (EUROPA PRESS) -
O partido político União Brasil (UB) deu 24 horas para que seus membros do Executivo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixem o partido, depois de uma reportagem feita por um jornalista da televisão pública brasileira, entre outros, que inclui acusações contra o presidente do partido, Antônio de Rueda, de possuir aviões operados pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), o maior grupo criminoso do país.
A ordem adotada pela direção do partido se aplicará, portanto, aos membros que ocupam "cargos públicos de livre nomeação na Administração Pública Federal, direta ou indireta, sob pena de incorrerem em ato de deslealdade partidária", segundo comunicado publicado em seu site, em uma medida que atinge, notadamente, o ministro do Turismo, Celso Sabino.
Na mesma nota, justificou sua decisão em resposta a informações que descreveu como "infundadas, prematuras e superficiais (e) que tentam minar a honra e a imagem" de seu líder, a quem demonstrou sua "total solidariedade".
Nessa linha, a UB denunciou que "a estrutura estatal está sendo usada para fins políticos para manchar a imagem de nosso líder máximo e, consequentemente, enfraquecer a posição de um partido que adotou uma postura contrária à atual administração".
O partido considerou "profundamente surpreendente" o fato de a reportagem - escrita por cinco jornalistas, incluindo o radialista Leonardo Demori - ter sido veiculada "apenas alguns dias" depois de o partido, juntamente com o Progresistas, ter instado seus membros a deixarem seus cargos no governo Lula no final do mesmo mês.
O referido relatório, publicado nesta quinta-feira pelo Instituto Conhecimento Liberta (ICL) e pelo portal de notícias UOL, inclui o depoimento de um piloto à Polícia Federal, no qual ele afirma que o presidente da União Brasil é proprietário de pelo menos quatro aviões operados por uma empresa aeronáutica ligada a 'Beto Louco' e 'Primo', investigados por suposta lavagem de dinheiro para o grupo criminoso PCC.
Entrevistado pelo ICL Noticias, o piloto Mauro Caputti Mattosinho alegou que Rueda foi convocado por seu ex-chefe na Taxi Aéreo Piracicaba (TAP) como líder de um grupo que "tinha muito dinheiro para gastar" na compra de aeronaves no valor de milhões de dólares. Além disso, de acordo com Mattosinho, ele voava frequentemente com os investigados, inclusive para Brasília.
"Havia um clima de boom na empresa. E isso se justificava pelo fato de ser um grupo muito forte, liderado por Rueda, que tinha muito dinheiro para investir. Assim, foi financiada a aquisição de várias aeronaves", destacou o piloto na entrevista.
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