Europa Press/Contacto/Cristobal Basaure Araya
O governo "respeita" a decisão e pede "compromisso com a agenda" do presidente.
MADRID, 3 set. (EUROPA PRESS) -
Os partidos União e Progressista (PP) do Brasil anunciaram nesta terça-feira sua saída do Executivo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ordenando que os membros com funções no governo federal renunciem a seus cargos.
O anúncio foi feito pelos líderes dos dois partidos, Antônio Rueda e Ciro Nogueira, em uma declaração lida no Congresso, na qual destacaram que "em caso de descumprimento, os dirigentes desta federação em seus estados serão definitivamente demitidos".
"Se persistirem, serão aplicadas as sanções disciplinares previstas no estatuto", afirmaram as duas formações que compõem, com mais de 100 membros, a federação União Progressista.
Em sua nota, eles defenderam essa decisão, que "representa um gesto de clareza e coerência", alegando que "é o que o povo brasileiro e os eleitores exigem de seus representantes".
A medida formalizaria a saída dos ministros do Turismo, Celso Sabino; do Desenvolvimento Regional, Waldez Góez; e das Comunicações, Frederico de Siqueira; todos da União, enquanto o PP é representado no governo pelo ministro do Esporte, André Fufuca. O anúncio também pode afetar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), e o presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira (PP).
A resposta do governo brasileiro veio da ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, responsável pela coordenação política do governo federal, que afirmou nas redes sociais que "respeitamos a decisão da UP".
"Ninguém é obrigado a ficar no governo. Nem estamos pedindo para ninguém sair. Mas os que ficarem devem estar comprometidos com o presidente Lula e com as principais pautas que este governo defende, como a justiça fiscal, a democracia, o estado de direito e a nossa soberania. Devem colaborar conosco para que a agenda do governo seja aprovada no Congresso Nacional", acrescentou, em mensagem dirigida "tanto aos que estão no cargo quanto aos que não estão".
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