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MADRID 16 maio (EUROPA PRESS) -
Pelo menos 45 crianças morreram em apenas dois dias na Faixa de Gaza, vítimas de "ataques indiscriminados", de acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), que vê esses números como um "lembrete sombrio" da situação no enclave palestino.
O diretor do UNICEF para o Oriente Médio e Norte da África, Edouard Beigbeder, denunciou, sem apontar Israel, que os 19 meses desde o início da ofensiva têm sido "letais" em Gaza, onde não há mais "lugares seguros". Desde que o cessar-fogo foi interrompido em meados de março, mais de 950 crianças já morreram.
"Elas estão sendo mortas e mutiladas em hospitais, em escolas transformadas em abrigos, em tendas improvisadas ou nos braços de seus pais", disse Beigbeder em uma declaração na qual alertou sobre a cadeia de abusos contra crianças, além do "bombardeio interminável".
Em sua opinião, a situação se deteriorou "ainda mais" por causa do bloqueio imposto à ajuda humanitária, em um contexto em que "os direitos das crianças estão sendo seriamente violados". "A cada dia que passa do bloqueio da ajuda, elas enfrentam um risco cada vez maior de fome, doenças e morte", acrescentou.
Ele pediu uma "ação urgente" para proteger as crianças, que não apenas "sofreram de maneiras inimagináveis", mas cujas "cicatrizes durarão a vida inteira", encerrando o conflito e facilitando o fornecimento "imediato" de ajuda humanitária.
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