MADRID 7 jul. (EUROPA PRESS) -
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) quer instar a Espanha a tomar medidas urgentes para a recuperação do aquífero de Doñana (o aquífero detrítico de Almonte-Marismas). A organização adverte que, se a deterioração do aquífero não for revertida, "poderá criar as condições para a inscrição do bem na Lista do Patrimônio Mundial em Perigo".
Isso está expresso na minuta da 47ª sessão do Comitê Intergovernamental da Unesco para a Proteção do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural, que está sendo realizada em Paris (França) e vai até 16 de junho. De acordo com o coordenador do escritório do WWF em Doñana, Juanjo Carmona, a aprovação final do texto ocorrerá na quarta-feira.
No texto, ao qual a Europa Press teve acesso, a organização internacional afirmou que "observa com grande preocupação que três dos cinco corpos de água subterrânea do aquífero de Doñana ainda estão em condições quantitativas ruins devido à contínua superexploração". Entre outras coisas, a organização instou a Espanha a implementar urgentemente medidas relacionadas à "avaliação das taxas de recarga de água subterrânea e ao estabelecimento de limites de extração aplicáveis e sustentáveis" com base em um modelo hidrogeológico funcional e público que já deveria estar em vigor.
Além disso, ele enfatizou que as recomendações da missão da Unesco, da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) e da Ramsar em 2020 devem ser "totalmente" implementadas. Isso inclui a implementação urgente, pela Junta de Andaluzia, do Plano de Gestão Especial para as Áreas Irrigadas localizadas ao norte da Coroa Florestal de Doñana e a elaboração de um Programa de Adaptação às Mudanças Climáticas para Doñana, que deve ser elaborado pela administração andaluza.
O coordenador do Escritório de Doñana do WWF, Juanjo Carmona, está representando a organização na reunião de Paris, da qual a ONG participa como observadora. Em entrevista à Europa Press, Carmona destacou que, apesar de o texto ser um rascunho, há "99% de chance" de que seja aprovado em sua forma atual, pois, até onde o WWF sabe, "não há ninguém interessado" em iniciar uma discussão sobre o assunto.
"Essa resolução agora vai para o Comitê de Patrimônio, que tem duas opções: pode aprová-la como está, sem mudar uma vírgula, ou abrir a discussão. A discussão é aberta se um país do Comitê solicitar. Normalmente, ele faz isso em nome do país em questão. Por exemplo, se a Espanha não faz parte do Comitê, isso teria de ser feito pela Grécia, Bélgica, etc. (...) Um desses países teria de abrir a discussão. Ou porque é solicitado por uma organização, como nós, por exemplo, daqueles que são observadores, ou porque é solicitado por um dos estados", explicou.
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