Publicado 10/08/2026 13:13

A UMU participa de projetos de pesquisa e monitoramento voltados para a conservação do Mar Menor

A UMU participa de projetos de pesquisa e monitoramento voltados para a conservação do Mar Menor
UMU

MURCIA 10 ago. (EUROPA PRESS) -

A Universidade de Múrcia (UMU) participa de diversos projetos de pesquisa e monitoramento digital voltados para a análise do estado do Mar Menor e para contribuir com a conservação e recuperação da lagoa, em colaboração com a Comunidade Autônoma e o Ministério da Transição Ecológica e do Desafio Demográfico (MITECO).

Os grupos de pesquisa da instituição trabalham há anos na análise de aspectos relacionados à biodiversidade e ao funcionamento do ecossistema, entre eles os processos oceanográficos e ecológicos, a qualidade da água, as condições hidrológicas e o estado trófico da lagoa, conforme informou a Universidade de Múrcia.

Um dos projetos de destaque é o NEREIDAS, uma iniciativa que integra dados oceanográficos, meteorológicos e de satélite por meio de uma plataforma tecnológica que conta com um catálogo de 84 conjuntos de dados ativos.

Entre suas ferramentas está um gêmeo digital do Mar Menor, que permite reproduzir virtualmente o comportamento da lagoa e testar diferentes cenários, como episódios de chuvas intensas ou variações no aporte de nutrientes.

O projeto também dispõe de visualizadores de dados da coluna d’água, mapas de clorofila e sistemas de detecção de contaminantes por meio de robôs submarinos autônomos.

Para alimentar esses sistemas, pesquisadores da UMU realizam, a pedido da Comunidade Autônoma, um monitoramento das condições hidrológicas e oceanográficas da lagoa.

Esse trabalho conta com o apoio de uma rede de oito boias científicas desenvolvidas em colaboração com a Universidade Politécnica de Cartagena (UPCT), que registram continuamente parâmetros como temperatura, salinidade, oxigênio dissolvido e clorofila.

A essa rede somam-se 22 pontos de controle georreferenciados, com os quais se obtêm informações sobre diferentes zonas da lagoa.

Segundo a UMU, esses dados são utilizados em projetos conjuntos no âmbito do Campus Mare Nostrum e permitem que os grupos de pesquisa analisem a resposta da flora e da fauna às condições ambientais e desenvolvam modelos preditivos.

O vice-reitor de Pesquisa e Transferência da Universidade de Múrcia, Christian de la Fe, visitou, a bordo de um navio científico da instituição, alguns desses pontos de medição instalados no Mar Menor, acompanhado pelo pesquisador Ángel Ruzafa e pela equipe de pesquisa, para conhecer seu funcionamento.

Pesquisa e conservação de espécies A Universidade de Múrcia também desenvolve projetos relacionados à conservação de espécies do Mar Menor. Entre eles está o Banco de Espécies, criado pelo Aquário da UMU e impulsionado pela Comunidade Autônoma.

Nesse âmbito, a Universidade destaca que foi anunciada a criação do Centro de Conservação e Recuperação de Espécies do Mar Menor (OM*), uma infraestrutura de 15.000 metros quadrados localizada em San Javier, que contará com laboratórios especializados e 21 tanques marinhos.

O centro terá como objetivo, segundo a instituição universitária, pesquisar o ciclo biológico e desenvolver protocolos de reprodução de espécies como o fartet, a nacra e diversos tipos de singnátidos.

Entre os trabalhos já realizados pela equipe da UMU está a criação de um estoque de 4.000 exemplares de cavalo-marinho.

A Universidade indica que o futuro centro permitirá manter essas espécies em condições de semiliberdade para favorecer sua adaptação e posterior reintrodução na lagoa, além de incorporar atividades de divulgação científica e educação ambiental.

Por outro lado, a UMU destaca que recentemente captou mais de 2,68 milhões de euros para impulsionar sete projetos de inovação na área agropecuária, selecionados em uma chamada de propostas da Fundação Biodiversidade.

Essas iniciativas visam reduzir o impacto ambiental da atividade pecuária na bacia hidrográfica do Mar Menor e incluem tecnologias para o tratamento de dejetos animais e a recuperação circular de nutrientes, o desenvolvimento da pecuária extensiva regenerativa e o uso de microalgas para reduzir a carga poluente.

A Universidade de Múrcia insere esses projetos no conjunto de pesquisas que desenvolve para analisar o funcionamento do Mar Menor e contribuir, por meio do conhecimento científico e do monitoramento do ecossistema, para a prevenção de possíveis episódios de deterioração e para a recuperação da lagoa.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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