SEVILHA 15 ago. (EUROPA PRESS) -
O Governo da Espanha mobilizou mais de 1.000 efetivos civis e militares e 320 equipamentos para a operação de combate ao incêndio florestal que teve início na localidade de Niebla, na província de Huelva, há uma semana. O incêndio atingiu onze localidades nas províncias de Huelva e Sevilha.
Isso foi destacado em um comunicado pelo delegado interino do Governo da Espanha na Andaluzia, Francisco Toscano, que reiterou ao presidente da Junta da Andaluzia, Juan Manuel Moreno, que o Executivo mantém seu compromisso e oferece todos os recursos humanos e materiais necessários para extinguir o incêndio o mais rápido possível.
Ao completar uma semana desde o início do incêndio, Toscano fez um balanço e destacou que “o Governo da Espanha vem combatendo o incêndio desde o primeiro dia e sua contribuição está à altura das necessidades do que já é considerado o pior incêndio florestal já sofrido pela Andaluzia”. A contribuição do governo central foi realizada por meio dos ministérios do Interior, da Defesa e da Transição Ecológica, com a participação da Proteção Civil, da Unidade Militar de Emergências (UME) e da Guarda Civil.
O delegado interino do Governo da Espanha na Andaluzia destacou, como exemplo do compromisso institucional, que a Unidade Militar de Emergências (UME) iniciou suas atividades no local, em Niebla, apenas 90 minutos após a direção da operação ter solicitado sua mobilização, em 7 de agosto.
O balanço oficial indica que, até o dia 15 de agosto, uma semana após o início do incêndio, a UME conta com cerca de 450 militares e mais de 100 equipamentos, entre tratores, caminhões-bomba e veículos leves; a Guarda Civil, por meio das comandanças de Huelva e Sevilha, mobilizou 515 agentes e 190 equipamentos; e o Ministério da Transição Ecológica contribui com 70 pessoas, além de aviões e helicópteros.
No total, são mais de 1.000 efetivos civis e militares; e cerca de 315 entre meios terrestres e aéreos. “Desde o primeiro momento, comunicamos ao Governo da Andaluzia, que coordena a operação de combate ao incêndio, nossa total disposição para colaborar. Estamos atendendo a todas as solicitações que nos são feitas pela direção da operação e continuaremos a fazê-lo enquanto for necessário”, destacou o delegado interino do Governo da Espanha na Andaluzia, Francisco Toscano, que esteve no Posto de Comando Avançado (PMA) em Niebla durante toda a semana, participando das reuniões de acompanhamento e da coordenação de recursos.
“O Governo da Espanha esteve, está e continuará presente também na fase posterior, quando for necessária a reconstrução da área florestal que foi devastada”, indicou Toscano, que reiterou que, uma vez encerrada a emergência, o Executivo, por meio do Ministério da Transição Ecológica e do Desafio Demográfico, arcará com 50% do custo da restauração hidrológica florestal.
A esse respeito, o delegado interino do Governo da Espanha na Andaluzia instou a que se reflita sobre o modelo de recuperação da área devastada pelo incêndio. “Convidamos a todos a refletir sobre como deve ser esse reflorestamento. Estamos passando por um processo global de mudanças climáticas, de variações de temperatura e de climas extremos, e isso exige que pensemos muito bem que tipo de meio ambiente — um meio ambiente sustentável — devemos implementar em todas e cada uma de nossas áreas florestais”.
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