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Zelenski ressalta que “esses não são os atos de quem acredita que a guerra está chegando ao fim” e pede mais pressão sobre Moscou
MADRID, 14 maio (EUROPA PRESS) -
Pelo menos uma pessoa morreu e mais de 30 ficaram feridas nesta quinta-feira devido a um ataque executado pelo Exército da Rússia contra a capital da Ucrânia, Kiev, numa noite em que as tropas russas lançaram 675 drones e mais de 50 mísseis contra o país, em uma das ondas mais intensas dos últimos meses, no contexto da guerra desencadeada em fevereiro de 2022.
O Serviço Estatal de Emergências da Ucrânia (SES) informou que as equipes de emergência estão trabalhando para tentar localizar um número indeterminado de desaparecidos em um arranha-céu atingido no ataque. “As informações sobre vítimas estão sendo esclarecidas”, afirmou, antes de pedir à população que “não ignore os alarmes aéreos” e que “permaneça nos abrigos”.
A Força Aérea ucraniana informou que as tropas russas lançaram 675 drones, três mísseis aerobalísticos “Dagger”, 18 mísseis balísticos “Iskander” e 35 mísseis de cruzeiro “Khinzal”, antes de acrescentar que 15 mísseis e 23 drones atingiram 24 pontos do país, incluindo a capital.
Por sua vez, o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, detalhou que o arranha-céu atacado em Kiev, de nove andares e atingido por um drone, provocou a “destruição total de uma seção do edifício”, ao mesmo tempo em que destacou que “o objetivo principal” dessa onda de ataques foi a capital do país.
“Há danos em 20 locais da cidade, em prédios residenciais, uma escola, uma clínica veterinária e outras infraestruturas puramente civis”, lamentou em uma mensagem nas redes sociais, antes de acrescentar que também foram registrados “ataques terroristas semelhantes” contra “infraestrutura energética” em Kremenchuk e no porto de Chornomorsk.
“No total, desde a meia-noite de ontem (quarta-feira), a Rússia lançou mais de 1.560 drones contra nossas cidades e comunidades. Esses, claramente, não são os atos de quem acredita que a guerra está chegando ao fim”, criticou Zelenski, que pediu aos seus parceiros que “não permaneçam em silêncio diante deste ataque”.
Nesse sentido, ele destacou que “é igualmente importante continuar apoiando a proteção dos céus” da Ucrânia e enfatizou a importância da Lista de Requisitos Prioritários da Ucrânia (ou PURL, na sigla em inglês), uma iniciativa da OTAN com o objetivo de que os países europeus adquiram armamento norte-americano para a defesa militar da Ucrânia.
Zelenski enfatizou que a iniciativa PURL é essencial para que “a Ucrânia possa se defender contra ataques balísticos como esses”. “Da mesma forma, a pressão sobre a Rússia deve continuar, no interesse de todos aqueles que buscam a paz”, concluiu o presidente ucraniano.
O Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia juntou-se às condenações, lembrando que esses ataques coincidem com “uma reunião em Pequim entre líderes globais, na esperança de alcançar a paz e a estabilidade”, em referência ao encontro no país asiático entre os presidentes da China e dos Estados Unidos, Xi Jinping e Donald Trump, respectivamente.
“Putin responde com terror, demonstrando mais uma vez que o regime russo é uma ameaça à segurança internacional”, afirmou o ministério, que destacou que “os parceiros ucranianos devem responder de forma decisiva” e ressaltou também a importância da iniciativa PURL. “Somente o apoio contínuo e a pressão real sobre Moscou podem forçar a Rússia a pôr fim a esta guerra”, acrescentou.
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