Europa Press/Contacto/Ding Hongfa
MADRID 13 jan. (EUROPA PRESS) -
A organização venezuelana de direitos humanos Justiça, Encontro e Reparação confirmou nesta segunda-feira a libertação de 67 presos “políticos”, horas depois de o governo da presidente interina Delcy Rodríguez ter anunciado a libertação de 116 pessoas que estavam detidas em diferentes centros penitenciários do país latino-americano.
“No âmbito dos anúncios oficiais feitos pelas autoridades e após um processo de verificação independente e responsável, confirmamos neste momento a libertação de 67 pessoas detidas por motivos políticos”, indicou em sua conta na rede social X, onde precisou que “este balanço reflete apenas os casos devidamente comprovados”.
A entidade enquadrou o anúncio em seu “compromisso com uma comunicação baseada em fatos verificáveis e transparência informativa” e apontou a necessidade de que as libertações de prisão priorizem “com urgência” adolescentes, pessoas com autismo, mulheres, doentes graves e idosos, “que constituem grupos especialmente vulneráveis e requerem uma abordagem humanitária diferenciada”.
“Reiteramos também a importância de que as libertações sejam realizadas com total transparência, informações verificáveis e sem demoras, para que esse processo avance de forma eficaz e responda à magnitude real dos casos documentados por diferentes organizações”, acrescentou na mesma publicação. O Serviço Penitenciário venezuelano informou em um comunicado que ocorreram 116 novas libertações. “Essas medidas beneficiaram pessoas privadas de liberdade por atos associados à alteração da ordem constitucional e à tentativa de atentado contra a estabilidade da nação”, diz o comunicado divulgado nas redes sociais. De acordo com o balanço das autoridades venezuelanas, essas libertações se somam às 187 registradas durante o mês de dezembro de 2025 e seguem a “revisão integral” iniciada pelo presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
“Esse processo manteve sua continuidade sob a direção da presidente encarregada Delcy Rodríguez, no âmbito de uma política orientada para a justiça, o diálogo e a preservação da paz. Este procedimento de revisão será mantido de forma permanente e contínua, sempre em estrita conformidade com a legislação vigente”, afirmou. Na última quinta-feira, cerca de vinte pessoas também foram libertadas, em uma medida que as autoridades venezuelanas atribuíram às negociações com o Catar, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ex-presidente do governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero.
A libertação ocorreu dias depois de o governo de Donald Trump ter lançado um ataque contra Caracas, no qual morreram uma centena de pessoas e que resultou na captura do presidente Maduro e da sua esposa, a primeira-dama Cilia Flores.
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