Europa Press/Contacto/Mosab Shawer
MADRID, 8 ago. (EUROPA PRESS) -
Mais de vinte palestinos ficaram feridos por tiros, agressões físicas ou intoxicação por gás lacrimogêneo em uma nova onda de ataques protagonizada neste sábado por colonos e militares israelenses em várias localidades da Cisjordânia, palco, há semanas, de uma nova intensificação dessas incursões.
O incidente mais grave ocorreu no sul de Hebron, mais precisamente na região de Wad al Rajim, onde onze palestinos ficaram feridos, um deles por munição real, durante um ataque de colonos, segundo informaram organizações locais à agência oficial de notícias palestina Wafa e à agência palestina Safa.
Outros 15 palestinos precisaram de atendimento médico na cidade de Tubas após inalarem gás lacrimogêneo disparado pelo Exército israelense, conforme denunciou a Sociedade do Crescente Vermelho Palestino.
Um número indeterminado de palestinos também precisou de atendimento por asfixia durante uma incursão do Exército israelense no campo de refugiados de Dheisheh, ao sul de Belém, e na localidade de Al Mughayir, a noroeste de Ramala.
Enquanto isso, a Comissão de Resistência ao Muro e aos Assentamentos, um órgão do governo palestino que supervisiona a expansão dos assentamentos israelenses e os ataques na Cisjordânia ocupada, alertou neste sábado que Israel abriu uma licitação para a construção de 627 novas moradias em assentamentos próximos a Al Biré, e que as propostas devem ser apresentadas até o final do próximo mês.
As moradias serão construídas no assentamento israelense de Kokhav Ya'akov, o que, segundo a Comissão de Resistência ao Muro e aos Assentamentos, “aprofundará a separação entre Jerusalém e seus arredores palestinos e a província de Ramalá e Al Biré”.
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