Edu Botella - Europa Press
MURCIA 3 mar. (EUROPA PRESS) -
As fortes chuvas que caíram na Região de Múrcia durante o fim de semana deixaram um morto em Lorca e a ameaça de transbordamento no wadi de Albujón, além de vários cursos de água afetados, como o Ramonete - no qual, precisamente, foi registrada a fatalidade -.
Além disso, as chuvas causaram o fechamento de várias estradas e trilhas na região, principalmente nos municípios de Lorca, Mazarrón e Águilas.
O diretor geral de Estradas, Francisco Carrillo, indicou que a situação na segunda-feira é "normal", pois "nenhuma estrada de alta capacidade foi afetada e há apenas duas estradas cortadas, a RM-D18, a estrada para El Cocón (Águilas) e a RM-D20, que vai de El Garrobillo a Ramonete (Lorca); ambas da rede secundária".
A previsão do tempo deu uma trégua na terça-feira, embora a Agência Estadual de Meteorologia (Aemet) já tenha decretado outro aviso amarelo, neste caso para chuvas, para quarta-feira em toda a Região de Múrcia, exceto no Altiplano. São esperadas chuvas nas áreas afetadas, com uma precipitação acumulada de 60 litros por metro quadrado em 12 horas, das 9h à meia-noite.
Além disso, a Aemet emitiu um aviso amarelo para fenômenos costeiros no litoral de Campo de Cartagena e Mazarrón das 22h00 desta segunda-feira até as 6h00 desta terça-feira.
QUASE 150 CASOS GERENCIADOS
Deve-se observar que o 1-1-2 gerenciou quase 150 questões relacionadas às chuvas, a maioria delas relacionada a obstáculos nas estradas (54), drenagem de água (23), solicitações de informações (15) e resgates em água doce (12).
Os municípios mais afetados foram Totana, com 25 assuntos, Murcia (21), Águilas (17), Cartagena (13), Lorca (9) e Mazarrón (6), de acordo com fontes do Centro de Coordenação de Emergências consultadas pela Europa Press.
O Serviço Automático de Informação Hidrológica (SAIH) da Confederação Hidrográfica do Segura (CHS) registrou, em apenas 24 horas, 110,2 litros por metro quadrado caídos em Pinar Hermoso, no município de Bullas; bem como 87,7 litros por metro quadrado no reservatório de Pliego; ou 85,6 litros por metro quadrado em El Paretón, em Totana.
Especificamente, o CHS destacou que as chuvas foram mais intensas no centro e no sul da bacia do Segura, conforme relatado pela organização da bacia em suas redes sociais.
FALECIDO EM RAMONETE
A vítima fatal em consequência das chuvas é um pecuarista de 50 anos que "era bem conhecido e querido" na região, de acordo com o prefeito de Lorca, Fulgencio Gil. O vizinho havia tentado atravessar o rio com sua van para ir à fazenda onde mantinha seus animais, quando uma tromba d'água o surpreendeu e o arrastou.
No início da segunda-feira, Gil confirmou a morte do fazendeiro que desapareceu na tarde de domingo nas proximidades da Rambla de Ramonete, no município de Lorca, em Múrcia, depois de ser arrastado pelo transbordamento do rio devido às fortes chuvas.
A Guardia Civil encontrou o corpo na margem da costa, na foz do rio, conforme detalhado pelo vereador em uma entrevista na 'Antena 3', captada pela Europa Press e confirmada pouco depois pelas Forças Armadas.
De acordo com o Conselho Municipal de Lorca na tarde de domingo, o wadi tinha um fluxo alto e, de fato, permaneceu cortado ao passar por Puntas de Calnegre.
Gil explicou que dois dias antes de a chuva começar a cair, um aviso foi emitido para a população porque "infelizmente" a cidade tem "muita experiência com o comportamento dessa bacia com chuvas torrenciais ou chuvas acumuladas". "O escoamento das Ramblas é muito frequente, a inundação surpresa das Ramblas porque muita água se acumula nas encostas superiores", acrescentou.
Apesar do aviso, o prefeito de Lorca lamentou que "uma situação desse tipo" tenha ocorrido. "Infelizmente é assim", acrescentou, aconselhando os moradores a ficarem longe dos cursos d'água e wadis nas próximas horas, a serem extremamente cuidadosos e a se manterem constantemente informados.
AÇÕES DA CHS
A CHS relembrou o protocolo de alerta que estabeleceu quando o nível ou fluxo em um ponto de controle de rio ou wadi excede o limite do nível amarelo. Nesse momento, é estabelecida uma comunicação por e-mail entre a organização da bacia e a Proteção Civil da Comunidade Autônoma, na qual o nível ou fluxo e sua localização no território são informados.
Quando o limite laranja é ultrapassado, além da comunicação por e-mail, é feita uma chamada telefônica para o centro de controle de proteção civil 112 para confirmar que a informação foi recebida, e o mesmo é feito quando o limite vermelho é atingido.
Esse foi o procedimento adotado pelo CHS quando detectou os níveis amarelo, laranja e vermelho no wadi El Albujón em seu SAIH.
Distribuída por toda a rede hidrográfica do território, a infraestrutura do sistema SAIH conta com mais de 150 pontos de controle de fluxo nos leitos dos rios e wadis, que permitem a observação em tempo real do nível e do fluxo circulante e o comunicam a cada 5 minutos ao centro de controle.
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