Ameer Al Mohmmedaw/dpa - Arquivo
MADRID 21 abr. (EUROPA PRESS) -
A milícia iraquiana pró-iraniana Saraya Awliya al Dam (Brigadas dos Guardiões do Sangue) advertiu na noite desta segunda-feira que está "totalmente preparada para retomar" seus ataques contra "a presença ocupante no Iraque e na região", desta vez com “armamento mais avançado que será utilizado pela primeira vez”, ao mesmo tempo em que reivindicou mais de 200 operações militares na prolongada guerra do Irã, na qual as bases e os interesses dos Estados Unidos em território iraquiano têm sido alvo de repetidos ataques por parte deste e de outros grupos armados.
“Nós, a Resistência Islâmica no Iraque (Saraya Awliya al Dam), estamos plenamente preparados para retomar nossas operações militares, que já ultrapassam as 200, contra a presença ocupante no Iraque e na região, com maior intensidade e impacto, para alegria dos crentes e para enfurecer os agressores infiéis”, destacou a milícia em um comunicado divulgado nas redes sociais.
No mesmo comunicado, o grupo pró-iraniano declarou estar preparado “para uma guerra prolongada”, com a previsão de realizar “operações de alta qualidade utilizando armamento mais avançado que será empregado pela primeira vez”, uma advertência semelhante à lançada pelo presidente do Parlamento iraniano e membro da delegação negociadora do Irã no Paquistão, Mohamad Baqer Qalibaf. Também no final do dia, ele declarou que o Irã se preparou nas últimas duas semanas e tem “novas cartas para o campo de batalha”.
Da mesma forma, Saraya Awliya al Dam lançou um apelo aos “fiéis da resistência” para que apoiem seus membros e prestem ajuda ao grupo “no Irã e no Líbano”, alegando formar “uma única estrutura, onde cada parte fortalece a outra”, com as organizações e estruturas armadas nesses países.
Por fim, prometeu infligir “ao inimigo” — termo sob o qual o grupo costuma agrupar os Estados Unidos e Israel — “a amargura da derrota e a humilhação da desonra”, bem como “vingar todo o sangue puro que foi derramado, especialmente o sangue do líder supremo (iraniano), o imã (Ali) Jamenei, e de todos os mártires".
Essa mensagem chegou logo após a Embaixada dos Estados Unidos no Iraque ter alertado sobre possíveis ataques por parte de milícias "terroristas" leais ao Irã, tanto contra seus cidadãos quanto contra alvos americanos no Iraque, incluindo no Curdistão iraquiano, mesmo no âmbito do cessar-fogo na guerra contra Teerã e após novos ataques na região.
De fato, o Partido Democrático do Curdistão Iraniano (PDKI) denunciou na sexta-feira que três pessoas morreram em ataques na província de Erbil atribuídos a milícias pró-iranianas, apesar do cessar-fogo assinado entre as partes no âmbito da guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro passado contra o Irã.
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