Publicado 05/03/2025 08:01

Uma menina menor de idade que foi contrabandeada para a Polônia por sua mãe há 10 anos é trazida de volta à Cantábria.

Archivo - Arquivo - Imagem de recurso de um oficial da Guardia Civil.
GUARDIA CIVIL - Arquivo

SANTANDER 5 mar. (EUROPA PRESS) -

O trabalho coordenado de diferentes organizações conseguiu trazer de volta à Cantábria uma menor que foi transferida ilegalmente para a Polônia por sua mãe há dez anos, quando a menina tinha dois anos de idade.

Em 14 de fevereiro, a menor chegou ao aeroporto de Sondika (Vizcaya), acompanhada por um parente, para se reunir com seu pai, avós paternos e outros parentes, visitas que continuarão ao longo do tempo, informou a Guardia Civil na quarta-feira.

O sequestro parental ocorreu em 2013, no contexto do rompimento de um casal. A mãe a transferiu ilegalmente para a Polônia, onde permanece até hoje, o que a impediu de cumprir a decisão judicial que concedeu a guarda ao pai.

Em fevereiro de 2024, a associação Niños Sin Derechos (NISDE) denunciou a situação da menina à Guardia Civil de Cantabria, que iniciou os procedimentos no âmbito da Convenção sobre os Aspectos Civis do Sequestro Internacional de Crianças, assinada em Haia em 1980.

Desde esse momento até hoje, os procedimentos foram realizados em coordenação com a Procuradoria Superior da Cantábria, a Procuradoria de Cooperação Internacional da Procuradoria Geral do Estado, a Unidade Técnica da Polícia Judicial da Guarda Civil e o Centro Nacional de Pessoas Desaparecidas da Direção Geral de Coordenação e Estudos da Secretaria de Estado de Segurança, bem como com a Procuradoria e as autoridades policiais da Polônia.

Devido ao tempo decorrido, as ações de mediação tiveram um papel preferencial, com as ações judiciais atualmente ativas em qualquer caso permanecendo em vigor.

Nesse sentido, a Convenção de Haia prevê a possibilidade de se chegar a uma solução amigável, como foi alcançado nesta ocasião, o que possibilitou que a menor retornasse à Cantábria e desfrutasse da companhia de seu pai, avós paternos e outros parentes como um "passo decisivo para a normalização".

REGULAMENTOS

A Convenção sobre os Aspectos Civis do Sequestro Internacional de Crianças foi ratificada pela Espanha em 1987 e, em 2002, a conduta específica de sequestro de crianças foi incorporada à legislação penal espanhola, seguindo a recomendação expressa do Provedor de Justiça.

Em 1º de agosto de 2022, entrou em vigor o Regulamento (UE) 2019/1111 sobre a competência, o reconhecimento e a execução de sentenças em matéria matrimonial e em matéria de responsabilidade parental e sequestro internacional de crianças, um regulamento da UE que obriga todos os estados membros a devolver crianças sequestradas internacionalmente a outro estado membro.

A recomendação em casos dessa natureza é apresentar uma solicitação imediata de retorno da criança ao Ministério da Justiça, sem prejuízo da apresentação de uma queixa sobre os fatos.

Nesse sentido, o Centro Nacional de Pessoas Desaparecidas (CNDES) atua como observador do fenômeno e é o ponto focal nacional e internacional para essa questão.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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