Publicado 04/05/2026 11:54

Uma família recebeu uma indenização de 13,3 milhões de euros pelos danos sofridos por seu bebê devido a negligência médica durante o

Archivo - Arquivo - Hospital de Sagunto
AYUNTAMIENTO DE SAGUNTO - Arquivo

VALÊNCIA 4 maio (EUROPA PRESS) -

A Vara 103 da Seção Cível do Tribunal de Primeira Instância de Madri condenou duas seguradoras a pagar a uma família uma indenização de cerca de 13.300.000 euros pelas lesões neurológicas que seu filho sofreu devido a assistência médica deficiente durante o parto, ocorrido em 17 de novembro de 2019 no Hospital de Sagunto (Valência) por parte da ginecologista e de uma das parteiras que atenderam a mãe e que não perceberam que o bebê apresentava falta de oxigênio.

Esse valor representa “a maior indenização já concedida na Espanha por um caso de negligência médica”, segundo afirma o advogado Rafael Martín Bueno, que conduziu este caso e é especialista em lesões fetais por hipóxia intraparto.

Desse montante, 6,1 milhões de euros correspondem ao valor da indenização e os 7,2 milhões restantes a juros de mora acumulados desde o nascimento de Neizan, que apresenta tetraparesia espástica com comprometimento cognitivo e da comunicação e problemas de alimentação (é alimentado por gastrostomia), entre outros, pelo que lhe foi reconhecido um grau de deficiência de 87%.

A criança não é capaz de se manter em pé, nem de controlar o tronco ou a cabeça, nem de se locomover de forma autônoma ou virar-se sozinha, nem de manipular objetos com as mãos, nem possui controle ocular, nem é capaz de mastigar e engolir funcionalmente.

A sentença, que acolhe integralmente a ação movida pela família, considera provado que a mãe, grávida de 40 semanas, compareceu em 16 de novembro de 2019 ao Pronto-Socorro de Sagunto devido a contrações uterinas e à expulsão do tampão mucoso. A criança nasceu às 00h05 do dia seguinte em um “lamentável estado de saúde” e teve que ser transferida para o Clínico devido a asfixia perinatal, de onde recebeu alta com um mês e cinco dias de vida.

O tribunal considerou comprovado que Neizan sofreu as lesões devido à “falta de controle dos gráficos de monitoramento fetal” e a uma “interpretação incorreta” dos gráficos pela obstetra, o que fez com que a hipóxia intraparto passasse despercebida. A isso se soma o fato de que, ao decidir pela finalização do parto por ventosa, cometeu um erro na estimativa da posição do bebê, o que provocou um novo atraso de dez minutos na extração.

E considera comprovado que a asfixia perinatal ocorreu “momentos antes ou no momento do parto” e que houve negligência por parte de uma das parteiras e da ginecologista, uma vez que, posteriormente, a atuação dos pediatras e neonatologistas foi correta.

A decisão ressalta que a indenização deve atender às necessidades reais da criança, levando em conta a assistência, os tratamentos e o apoio de que ela precisará ao longo de toda a sua vida.

BEM-ESTAR FETAL

Conforme apontou o advogado em um comunicado, esta decisão “reforça a importância de garantir uma vigilância adequada do bem-estar fetal durante o parto e de agir rapidamente diante de qualquer sinal de deterioração”.

Além disso, ele destacou que a sentença coloca o foco na necessidade de garantir que as vítimas desse tipo de situação “contem com os recursos necessários para enfrentar as consequências decorrentes de uma deficiência tão grave”.

Martín Bueno já havia conseguido, anteriormente, uma indenização de onze milhões de euros para a família de Chloe, uma menina nascida também em Valência, em setembro de 2016, e que sofre de deficiência de 100% após uma negligência médica. A sentença do Tribunal de Primeira Instância nº 44 de Madri estabeleceu uma indenização de quase 11 milhões de euros (4,7 milhões como indenização direta e mais de 6 milhões em juros de mora).

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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