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O ex-presidente deveria comparecer para ouvir a sentença em um caso de suposta criminalidade organizada
MADRID, 4 set. (EUROPA PRESS) -
Um tribunal do Equador ordenou a prisão do ex-presidente Abdalá Bucaram (1996-1997), que se encontra hospitalizado após uma cirurgia, depois que o ex-líder não compareceu, pela sexta vez, à audiência para ouvir a sentença por um suposto crime de crime organizado, em um caso no qual está sendo investigado juntamente com seu filho Jacobo Bucaram e mais duas pessoas.
Essa decisão foi tomada após não ter sido possível, pela sexta vez, retomar a audiência do julgamento para proferir a sentença no caso “Testes de COVID-19”, no qual o Ministério Público acusa o ex-líder, seu filho e mais duas pessoas de “colaborarem, entre março e agosto de 2020, com uma estrutura criminosa que obteve benefícios econômicos com a comercialização de 21.000 testes para detecção da COVID-19 e outros suprimentos médicos, durante a emergência sanitária”, conforme informa o jornal “Primicias”.
“Pela sexta vez, a tentativa de retomada da audiência foi declarada fracassada. O Tribunal determinou que a Unidade de Busca mantenha vigilância permanente na clínica onde Abdalá B. estaria. Ao receber alta, ele será detido para comparecer”, anunciou o Ministério Público do país andino em uma mensagem nas redes sociais.
De acordo com o depoimento da família de Bucaram, o ex-líder precisou ser submetido a uma cirurgia cardíaca “de emergência” após “dias de enorme tensão e fortes emoções”, conforme uma mensagem publicada em 27 de agosto por sua esposa, María Rosa Pulley Vergara, nas redes sociais, na qual ela afirmou que seu estado de saúde é “delicado” e “de caráter confidencial”.
“Não pedimos privilégios. Pedimos humanidade, devido processo legal e justiça, sem ódio nem perseguição. Peço sensibilidade à mídia; responsabilidade àqueles que administram a justiça; e à população, independentemente de suas simpatias políticas, que se lembre de que, por trás do ex-presidente, do político e do nome que, durante décadas, gerou paixões e controvérsias, existe um ser humano”, destacou então Pulley Vergara.
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