Monika Skolimowska/dpa - Arquivo
MADRID, 15 jul. (EUROPA PRESS) -
Um tribunal do Irã acrescentou dois anos à pena imposta a um cidadão britânico preso no país após ter sido condenado a dez anos de prisão por acusações de espionagem, segundo denúncia de sua família, fato que levou Londres a entrar em contato com Teerã para tratar da situação.
“Entramos em contato urgentemente com as autoridades iranianas diante das informações sobre o aumento da pena”, afirmou um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido em declarações à Europa Press, logo após a família de Craig Foreman ter denunciado a situação.
Foreman foi preso em janeiro de 2025 junto com sua esposa, Lindsey, quando atravessava o Irã em uma viagem de motocicleta da Europa para a Austrália. Ambos foram condenados em fevereiro a dez anos de prisão, embora a família afirme que a pena imposta ao homem foi prolongada por ele ter falado com a mídia de sua cela na prisão de Evin, em Teerã.
“Pelo que entendemos, foi-lhe dito que ele iria se encontrar com seu advogado, mas foi levado perante um juiz e informado da sentença adicional”, afirmou Joe Bennett, filho de Lindsay Foreman e porta-voz da família. Além disso, ele ressaltou que não lhe foi permitido acesso a “advogado, tradutor ou defesa própria”.
“Não achávamos que poderíamos ficar mais chocados com o tratamento lamentável a que estão sendo submetidos, mas, neste caso, estamos absolutamente estupefatos”, afirmou ele, conforme noticiado pela emissora britânica BBC. Ambos iniciaram, em maio, uma greve de fome em protesto contra a proibição de entrarem em contato com suas famílias.
O referido porta-voz do Ministério das Relações Exteriores britânico destacou, em declarações à Europa Press, que, caso seja confirmada a extensão da pena contra Foreman por essas declarações à mídia, a situação seria “completamente inaceitável”, uma mensagem que Londres transmitiu “com clareza” ao governo do Irã.
“Nossa prioridade é que Craig e Lindsay voltem para casa sãos e salvos”, disse ele, antes de acrescentar que as autoridades “continuarão prestando assistência consular ao casal”. “Uma equipe especializada do Ministério das Relações Exteriores britânico mantém contato frequente com os familiares, fornecendo-lhes atualizações e orientações periódicas”, especificou.
Além disso, ele lembrou que Londres “desaconselha, desde maio de 2022, todas as viagens ao Irã”. “Mantemos nossas recomendações de viagem em constante revisão”, argumentou, antes de ressaltar que o Reino Unido “continua desaconselhando todas as viagens ao Irã para cidadãos britânicos e britânico-iranianos com dupla nacionalidade, uma vez que correm um risco significativo de serem presos, interrogados ou detidos”.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático