Juma Mohammad / Zuma Press / Europa Press
MADRID 17 set. (EUROPA PRESS) -
Um tribunal da Síria proferiu nesta quinta-feira suas primeiras sentenças, incluindo uma pena de morte, em relação aos massacres de membros da minoria alauita registrados no ano passado, no contexto dos combates ocorridos em zonas costeiras entre milicianos leais ao ex-presidente Bashar al Assad e membros das atuais forças de segurança.
O Tribunal Militar de Aleppo condenou à morte Hani Qablan bin Adnan, identificado como um miliciano leal a Al Assad, enquanto um segundo homem, que também apoiava as forças do antigo regime, foi condenado à prisão perpétua. Por sua vez, um ex-membro das forças governamentais recebeu uma pena de 20 anos de prisão.
O tribunal absolveu um quarto réu, nos primeiros veredictos proferidos após o início dos processos em novembro de 2025 contra quatorze pessoas —sete das forças governamentais e sete partidários de Al Assad— por seu papel nos massacres, que deixaram centenas de mortos, principalmente membros da minoria alauita.
Os massacres ocorreram no contexto de uma ofensiva das forças das autoridades estabelecidas após a derrubada de Al Assad, em dezembro de 2024, contra grupos ligados ao antigo regime, na sequência de uma série de ataques lançados em março de 2025 por esses milicianos em áreas localizadas na costa.
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