Europa Press/Contacto/Camilo Moreno
MADRID 10 jun. (EUROPA PRESS) -
O Tribunal Superior de Bogotá determinou nesta terça-feira, de forma provisória, que o candidato de extrema direita Abelardo de la Espriella, que disputará o segundo turno das eleições presidenciais da Colômbia contra o candidato do partido governista Iván Cepeda no próximo dia 21 de junho, retirar de sua campanha eleitoral toda a propaganda política que contenha símbolos nacionais, bem como abster-se de utilizar frases como “firmes pela pátria” ou “defensores da pátria”.
A ordem responde a uma decisão adotada pelo magistrado Rafael Albeiro Chavarro, da segunda sala de decisões trabalhistas do referido tribunal de Bogotá, que determinou que, no prazo de 24 horas, De la Espriella; seu candidato a vice-presidente, José Manuel Restrepo; o grupo significativo de cidadãos “Defensores da pátria” e demais pessoas e entidades a ele vinculadas deverão “retirar toda a propaganda política” que utilize símbolos nacionais.
Concretamente, o texto se refere a todo o material publicado em seu site, na mídia de massa e nas redes sociais, no qual se utilizam elementos como a bandeira e o brasão da Colômbia; imagens alusivas a instituições militares e policiais; saudações e emblemas representativos de entidades militares, e o uso das frases “firmes pela pátria” ou “defensores da pátria”, que fazem parte do slogan de sua campanha.
Ao tomar conhecimento da notícia, o candidato de extrema direita enviou uma mensagem à população colombiana na qual, por meio de suas redes sociais, fez um apelo para que compartilhem os símbolos nacionais e o hino do país, de modo que “cada celular, cada status do WhatsApp, cada vídeo e cada camiseta da Colômbia se tornem uma mensagem de liberdade".
"Compartilhem nossos símbolos, nosso hino e nossa mensagem. Que ninguém consiga silenciar a voz de milhões de colombianos que querem uma pátria diferente", afirmou De la Espriella, pedindo "ajuda" aos seus apoiadores para que seu "movimento" continue "crescendo em cada canto do país", enquanto ele trava "a batalha jurídica".
Este revés judicial para o candidato à Casa de Nariño ocorre pouco depois de a Justiça colombiana ter proibido, dias atrás, que ele fizesse campanha neste segundo turno das eleições presidenciais vestindo a camisa da seleção colombiana de futebol.
Mesmo assim, já naquela ocasião, o candidato de extrema direita afirmou que continuaria “vestindo a camisa da Colômbia com alegria, respeito e patriotismo”, depois de defender que “ninguém pode proibir um colombiano de vestir as cores de sua seleção nem de expressar, de forma livre e pacífica, o amor que sente pelo seu país”.
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