Europa Press/Contacto/Laura Brett
MADRID 13 ago. (EUROPA PRESS) -
Um homem de nacionalidade guatemalteca, identificado como José Chajón-Raxón, faleceu em um centro de detenção do Serviço de Controle de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) no estado norte-americano de Nova Jersey, sendo esta a terceira morte desse tipo causada por complicações médicas.
Chajón-Raxón havia sido detido por agentes do ICE e transferido para o centro de Delaney Hall em meados de julho, de acordo com um comunicado divulgado na quarta-feira pelo Departamento de Segurança Interna e reproduzido pelo jornal “The New York Times”.
O centro — de propriedade do Geo Group, uma empresa privada de serviços penitenciários que opera vários centros de detenção em todo o país — tem sido alvo de críticas por parte de defensores dos direitos humanos após a morte, sob custódia do ICE, de um salvadorenho identificado como Edwin López-Cornejo e de outro haitiano chamado Jean Wilson Brutus.
O líder da minoria democrata na Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Hakeem Jeffries, denunciou “as condições de vida insalubres” a que estão sujeitas as pessoas detidas, que muitas vezes carecem de tratamento médico adequado, inclusive mulheres grávidas.
Por sua vez, o deputado democrata por Nova Jersey, Rob Menendez, lamentou em um comunicado nas redes sociais que o ICE esteja tentando “se eximir de responsabilidades” pelas mortes nas ruas dos Estados Unidos durante operações contra imigrantes e em centros de detenção em todo o país.
“O ICE, em consonância com a ideologia do governo Trump, está determinado a evitar o escrutínio público e a não assumir qualquer responsabilidade por suas falhas. Ele reverteu deliberadamente uma política da era Biden para criar uma lacuna jurídica que lhe permite ‘libertar’ alguém da custódia e, em seguida, alegar que não tem responsabilidade de investigar sua morte nem de informar o Congresso ou o público”, afirmou.
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