Publicado 30/03/2026 21:52

Um “superpetroleiro do Kuwait” totalmente carregado foi atacado e incendiado nas águas de Dubai (Emirados Árabes Unidos)

A tripulação está a salvo, embora as autoridades continuem combatendo as chamas

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Europa Press/Contacto/Tolga Ildun

MADRID, 31 mar. (EUROPA PRESS) -

A Corporação de Petróleo do Kuwait, o consórcio petrolífero estatal do país, denunciou na madrugada desta terça-feira um “ataque iraniano direto” mas sem vítimas contra um "superpetroleiro do Kuwait" ancorado no porto de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, que estava "totalmente carregado" no momento do impacto, o que causou danos materiais "com a possibilidade de um derramamento".

“O superpetroleiro kuwaitiano Al Salmi foi alvo de um ataque direto e malicioso por parte do Irã enquanto se encontrava ancorado no porto de Dubai”, afirmou a empresa em um comunicado divulgado pela agência de notícias kuwaitiana KUNA, também estatal.

O consórcio alertou que a embarcação “estava totalmente carregada” no momento do ataque, que causou “danos materiais no casco do navio e um incêndio a bordo, com a possibilidade de um derramamento de petróleo nas águas circundantes”.

“A corporação confirmou que não houve vítimas como resultado do incidente e indicou que está sendo realizada uma avaliação exaustiva dos danos”, acrescentou.

Por sua vez, a Assessoria de Imprensa de Dubai apontou o impacto de um “drone” contra um petroleiro do Kuwait nas águas da cidade dos Emirados, embora não tenha mencionado a possível origem do projétil, que provocou um incêndio na embarcação que as autoridades levariam cerca de uma hora tentando extinguir.

“As autoridades de Dubai confirmam sua resposta a um incidente no qual um drone colidiu com um petroleiro do Kuwait nas águas de Dubai, sem que tenham sido registrados feridos”, indicou nas redes sociais, onde também informou que “as equipes de bombeiros marítimos estão trabalhando para controlar o incêndio”.

Além disso, o escritório informou que as autoridades continuam seus esforços contra as chamas, embora tenha reiterado que “não houve feridos” após conseguir “garantir a segurança dos 24 tripulantes”.

A estas informações soma-se o alerta enviado pouco antes pelo Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO, na sigla em inglês) sobre um navio-tanque atingido por “um projétil desconhecido” em águas a noroeste de Dubai, embora não tenha fornecido dados que permitam confirmar que se trata do mesmo navio.

Essa autoridade britânica, que afirmou ter recebido um relatório do responsável pela segurança da empresa, localizou o incidente a 31 milhas náuticas (mais de 57 quilômetros) a noroeste da cidade dos Emirados, detalhando um impacto “no lado de estibordo” da embarcação que provocou um incêndio.

Nesse sentido, o UKMTO quis salientar que “a tripulação está a salvo”, conforme indicado pelas autoridades de Dubai e pela Corporação de Petróleo do Kuwait, embora o órgão britânico discorde do consórcio kuwaitiano ao se referir ao mesmo navio, já que assegurou que “não foi registrado nenhum impacto ambiental”, informação que não coincidiria com o alerta emitido pela petrolífera estatal sobre seu navio.

O tráfego marítimo em torno do estratégico estreito de Ormuz, que liga os golfos Pérsico e de Omã, tem sido um dos pontos mais críticos da guerra desencadeada pela ofensiva surpresa dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que implementou um fechamento de fato dessa passagem marítima, embora alegue permitir o tráfego de navios não alinhados com seus inimigos.

Essa questão levou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a ameaçar nesta segunda-feira o Irã com a destruição de tudo o que ainda estiver de pé — incluindo a ilha de Kharg, de onde o país asiático exporta a maior parte de seus hidrocarbonetos —, caso não se chegue a um acordo em breve e caso o estreito de Ormuz, pelo qual, em condições normais, passa cerca de um quinto do tráfego mundial de petróleo, continuar fechado à navegação.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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