Publicado 06/02/2026 17:27

Um relatório indica que Bolsonaro precisa de acompanhamento médico contínuo, embora possa permanecer na prisão.

Archivo - Arquivo - O ex-presidente do Brasil Jair Bolsonaro
Tania Regio/Agencia Brazil/Dpa - Arquivo

MADRID 6 fev. (EUROPA PRESS) - Um relatório elaborado pela Polícia Federal do Brasil concluiu nesta sexta-feira que o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão pela tentativa de golpe de 2022, precisa de acompanhamento médico contínuo, embora possa permanecer no complexo penitenciário de Papuda.

A avaliação, realizada em 20 de janeiro, mostra que Bolsonaro precisa de um controle rigoroso da pressão arterial, hidratação adequada, dieta fracionada, bem como acesso a exames periódicos e uso contínuo de um dispositivo para apneia do sono. No entanto, os médicos que elaboraram o relatório afirmaram que essas medidas são compatíveis com o ambiente prisional em que ele se encontra. Diante de possíveis quedas e episódios de confusão, eles determinaram que existe risco de tais eventos se o ex-presidente não tiver observação contínua e resposta médica imediata. Entre as condições apresentadas por Bolsonaro estão apneia obstrutiva do sono grave, obesidade clínica, aterosclerose sistêmica, doença do refluxo gastroesofágico, lesões cutâneas e aderências intra-abdominais, segundo o jornal O Globo.

A avaliação médica foi solicitada pelo juiz do Supremo Tribunal Alexandre de Moraes em meio a pedidos de sua defesa para que o ex-presidente cumpra sua pena em prisão domiciliar, alegando razões humanitárias.

Isso ocorre depois que a esposa de Bolsonaro, Michelle, alertou sobre o “risco real de morte” do ex-presidente devido ao seu fraco estado de saúde, afirmando que ele sofre de tonturas e perda de equilíbrio ao se levantar devido aos efeitos colaterais da medicação que precisa tomar.

Bolsonaro — que rejeitou tratamento psiquiátrico ou psicológico, embora tenha recebido visitas de um pastor — sofreu recentemente uma queda da cama que lhe causou um traumatismo cranioencefálico leve, sem danos intracranianos.

O ex-presidente, operado no final de dezembro de uma hérnia inguinal, também foi operado nos dias seguintes com o objetivo de que a equipe médica pudesse bloquear os nervos frênicos direito e esquerdo — que controlam os movimentos do diafragma — e assim frear suas crises de hipo persistente, pelas quais tem sofrido repetidamente nos últimos meses.

Bolsonaro, de 70 anos, teve vários problemas abdominais, hérnias e obstruções intestinais após o esfaqueamento que sofreu em 2018, quando era candidato. Desde o final de novembro, ele cumpre uma pena de prisão de 27 anos e três meses pela tentativa de golpe de Estado que liderou entre 2022 e 2023 contra o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contador

Contenido patrocinado