Europa Press/Contacto/Eric Dubost - Arquivo
MADRID 14 mar. (EUROPA PRESS) - O relator especial da ONU para a luta contra o terrorismo e os direitos humanos, Ben Saul, acusou os Estados Unidos perante a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) de cometer execuções extrajudiciais nos ataques contra embarcações de supostos traficantes de drogas bombardeadas no Caribe e no Pacífico.
“Essas execuções extrajudiciais em série violam gravemente o direito à vida”, declarou Saul durante uma audiência perante a CIDH realizada nesta sexta-feira na Guatemala, na qual destacou o direito à vida e denunciou o uso de força letal como substituto da captura.
Saul ressaltou que “os Estados Unidos mataram ilegalmente” supostos traficantes de drogas “em ataques militares não provocados”, sem apresentar provas que demonstrem a relação dessas pessoas com atividades ilícitas.
Washington “viola flagrantemente os direitos humanos em sua falsa guerra contra o chamado narcoterrorismo”, destacou ele, referindo-se aos 45 ataques que ceifaram 151 vidas. Também participou do evento o diretor da União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU), Jamil Dakwar, que elevou o número de mortos para 157. Além disso, foram relatados três sobreviventes e nove desaparecidos. Por sua vez, Stephen Ward, representante das vítimas, garantiu que nenhuma das embarcações atacadas estava envolvida no tráfico de drogas. A campanha de bombardeios foi iniciada formalmente pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em setembro passado, para combater o tráfico de drogas para os Estados Unidos.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático