Jesús Hellín - Europa Press - Arquivo
MADRID 1 fev. (EUROPA PRESS) - Cerca de 1.000 pessoas, segundo dados da Delegação do Governo, manifestaram-se este domingo em Madrid para denunciar que “o genocídio continua” na Palestina e para pedir o embargo total de armas a Israel e o rompimento por parte do Governo de qualquer tipo de relação com Israel.
Vestidos com bandeiras palestinas e guarda-chuvas, já que choveu constantemente durante todo o protesto, os manifestantes iniciaram seu percurso na rua Atocha e chegaram até as imediações do Ministério das Relações Exteriores, União Europeia e Cooperação.
O protesto, organizado pela Rede Solidária contra a Ocupação da Palestina (Rescop), Embargo de armas já!, BDS Madrid, Associação da Comunidade Hispano-Palestina Jerusalém e Assembleias com a Resistência Palestina, foi apoiado pela secretária-geral do Podemos, Ione Belarra, e pela secretária política e eurodeputada do Podemos, Irene Montero.
“ISOLAR” TRUMP Por sua vez, Montero insistiu que “é preciso continuar saindo às ruas, mesmo com a chuva, para quebrar novamente o silêncio da mídia” e para evitar que “Gaza se torne um complexo turístico de propriedade de Donald Trump”, como afirmou em declarações à mídia no início da manifestação.
Além disso, exigiu que “todos os responsáveis, desde Netanyahu até os líderes europeus, passando por Donald Trump, acabem na prisão, atrás das grades, que é onde devem estar”.
Além disso, alertou que “a impunidade desses crimes é o que está permitindo que eles se repitam em Cuba, na Venezuela, no Irã e em qualquer parte do mundo” e ressaltou que “a principal ameaça para a humanidade neste momento é Donald Trump”.
“A Europa tem que deixar de fazer parte da OTAN porque cada minuto que passamos na OTAN é continuar fazendo parte da força militar com a qual Trump está aterrorizando o mundo inteiro. Essa é a prioridade, isolar Donald Trump, isolar os Estados Unidos, que é um Estado terrorista”, afirmou.
Também participou da mobilização o porta-voz parlamentar da Izquierda Unida, Enrique Santiago, que também denunciou que “o governo dos Estados Unidos pretende substituir as Nações Unidas” e permitiu “que Israel realizasse o que foi o maior ataque a uma agência das Nações Unidas desde o fim da Segunda Guerra Mundial”.
Santiago criticou a “campanha sistemática de mentiras, desinformação e incumprimento de tudo o que a comunidade internacional pede” por parte de Israel em relação à situação em Gaza. “Desde que foi anunciada essa trégua que não é tal, mais de 500 palestinos e palestinas foram assassinados”, lamentou.
“Israel é um Estado fora da legalidade internacional que pratica crimes de Estado”, sublinhou Santiago, que também denunciou que “há mais de 17.000 pessoas gravemente feridas, doentes, que necessitam de cuidados médicos urgentes e que iam ser atendidas em hospitais do Egito e não estão conseguindo passar”.
Por último, o porta-voz da IU insistiu na importância de “o povo espanhol não esquecer a Palestina” e afirmou que “é necessário continuar a sair à rua”.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático