Publicado 17/07/2026 07:28

Um prefeito do partido Vox está sendo investigado como suposto responsável pelo incêndio em La Mierla enquanto colhia

Incêndio em La Mierla.
INFOCAM

GUADALAJARA 17 jul. (EUROPA PRESS) -

A Guarda Civil de Guadalajara abriu uma investigação contra um agricultor como suposto responsável, enquanto colhia, pelo incêndio que se originou em La Mierla (Guadalajara), incêndio que já devastou 2.000 hectares, conforme confirmaram à Europa Press fontes ligadas à investigação.

Outras fontes próximas ao caso revelaram à Europa Press a identidade desse agricultor, que seria o prefeito do partido Vox na cidade vizinha de Robledillo de Mohernando.

De qualquer forma, o trabalho da colheitadeira estava permitido no momento em que o incêndio se originou, uma vez que o Índice de Propagação Potencial (IPP) decretado pelo Governo de Castela-La Mancha se encontrava no nível de risco “Muito alto”.

De acordo com a regulamentação regional e as medidas preventivas para a colheita e enfardamento de cereais da Castela-La Mancha, em condições de IPP de risco “Muito alto”, é obrigatório suspender a atividade das 14h às 17h, a menos que se disponha de um trator com implemento.

Fora desse horário, a colheita é permitida, mas é obrigatório que cada máquina possua um extintor de carga ABC, uma mochila com água de pelo menos 15 litros e um batedor de fogo. É necessária, igualmente, uma declaração de responsabilidade. Caso se disponha de trator com implemento, não é necessário interromper a atividade entre 14h e 17h.

GOVERNO PEDE “RESPONSABILIDADE PERANTE OS NEGACIONISTAS”

A subdelegada do Governo da Espanha na província de Guadalajara, Susana Cabellos, confirmou em declarações à imprensa que há uma investigação em andamento e que o “presunto responsável” foi identificado.

“Os incêndios exigem um apelo à responsabilidade da sociedade e àqueles negacionistas das mudanças climáticas que rejeitam as medidas das autoridades para proteger o meio ambiente”, afirmou ela.

E é que hoje “o centro da Espanha está em chamas”, diante do que há uma “coordenação entre as autoridades que está sendo exemplar”.

“Há um suposto responsável e tudo está em andamento. Agora é hora de deixar o trabalho seguir seu curso. Todas as nossas preocupações estão voltadas para conter o incêndio, mas o Estado de Direito precisa identificar os responsáveis por um incêndio”, concluiu.

GOVERNO REGIONAL: “O IPP NÃO É UM CAPRICHO”

A secretária de Desenvolvimento Sustentável, Mercedes Gómez, destacou em coletiva de imprensa no início da manhã que, no momento em que o incêndio foi declarado, o Índice de Propagação Potencial (IPP) de incêndios florestais indicava risco alto, o que significa que “a colheita era permitida, desde que fossem tomadas medidas de segurança”.

Nesse sentido, ela afirmou que tanto a Guarda Civil quanto os agentes ambientais estão analisando o ponto de origem do incêndio para verificar de fato suas causas “e, acima de tudo, poder analisar se há um culpado”.

A secretária defendeu que o IPP “não é um capricho, é um índice que protege as pessoas e os agricultores, bem como algo fundamental: nosso pulmão verde, nossas florestas, nossos parques naturais”.

“E não podemos desperdiçar essa riqueza só porque algumas pessoas se acham acima do bem e do mal e acreditam que podem fazer o que quiserem e quando quiserem”, retrucou ela.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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