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MADRID 12 maio (EUROPA PRESS) -
O porta-voz da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, Ebrahim Rezaei, destacou nesta terça-feira que “uma das opções” que Teerã está considerando, caso os Estados Unidos e Israel retomem sua ofensiva militar contra o país, poderia ser começar a enriquecer urânio a 90%, o que permitiria produzir combustível para armas nucleares.
“Uma das opções do Irã, em caso de um novo ataque, poderia ser o enriquecimento a 90%”, disse Rezaei em uma breve mensagem publicada nas redes sociais. “Vamos examinar isso no Parlamento”, acrescentou, sem dar mais detalhes sobre se existe uma proposta para abordar essa opção caso o cessar-fogo atualmente em vigor seja quebrado.
O Irã, que sempre negou ter um plano para desenvolver armas nucleares — algo verificado pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) —, foi alvo, desde 28 de fevereiro, de uma ofensiva surpresa dos Estados Unidos e de Israel, lançada justamente em meio às negociações entre Teerã e Washington para um novo acordo nuclear.
Nos últimos anos, os governos dos Estados Unidos e de Israel alertaram sobre a existência de um plano secreto do Irã para obter esse armamento, embora o país não tenha iniciado até agora o enriquecimento a 90%, permanecendo em torno de 60%. Suas reservas não estão claras no momento devido aos bombardeios contra suas instalações durante a última ofensiva e à lançada por ambos os países em junho de 2025, que durou doze dias.
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