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MADRID, 17 jun. (EUROPA PRESS) -
O Exército dos Estados Unidos matou nesta terça-feira um homem em um novo bombardeio contra uma suposta embarcação que navegava nas águas do Pacífico Oriental e à qual, como em ocasiões anteriores, atribuiu atividades relacionadas ao tráfico de drogas; uma operação que, neste caso, resultou em dois sobreviventes do ataque.
O “ataque cinético letal” foi confirmado pelo Comando Sul (SOUTHCOM) das Forças Armadas dos Estados Unidos, órgão militar que justificou sua ação alegando que informações de inteligência “confirmaram que a embarcação transitava por rotas conhecidas do tráfico de drogas” no Pacífico Oriental e que a mesma “participava de operações de tráfico de drogas”.
“Em 16 de junho, sob o comando do general Francis Donovan, comandante do SOUTHCOM, a Força Operacional Conjunta Lanza del Sur realizou um ataque cinético letal contra uma embarcação operada por organizações terroristas designadas”, diz o comunicado divulgado nas redes sociais, que confirma a morte de um homem e informa que outros dois sobreviveram ao ataque.
Em relação aos dois sobreviventes, o SOUTHCOM afirmou ter informado “imediatamente” a Guarda Costeira dos Estados Unidos para que ativasse o sistema de busca e resgate dos mesmos. Além disso, acrescentou que nenhum membro das forças militares americanas ficou ferido durante a operação.
Esta última morte eleva para pelo menos 205 o número de vítimas fatais decorrentes das operações antidrogas lideradas pelo Comando Sul contra os cartéis de drogas que os Estados Unidos designaram como “organizações terroristas”.
Organizações de direitos humanos têm denunciado esse tipo de ação, considerando que Washington está cometendo assassinatos extrajudiciais sem que a Casa Branca tenha apresentado “nem uma prova” de que as vítimas tenham cometido crimes, nem identificado um único nome entre os falecidos, conforme alertou a ONG Anistia Internacional.
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