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MADRID 21 mar. (EUROPA PRESS) -
O Tribunal de Instrução Penal, Anticorrupção e contra a Violência contra as Mulheres nº 27 da cidade boliviana de Santa Cruz determinou 140 dias de prisão preventiva contra Marcelo Arce Mosqueira, filho do ex-presidente Luis Arce, no âmbito de uma investigação por lavagem de dinheiro.
O caso, no qual também estão sendo investigados o próprio ex-presidente e seus filhos Luis Marcelo, Rafael e Camila Arce Mosqueira, foi aberto de ofício. Marcelo Arce foi detido na última quarta-feira após uma perseguição e, ao chegar ao centro, cercado pela imprensa, afirmou que tudo isso é um processo político e fez uma menção ao seu pai, também preso.
O advogado de Marcelo Arce, Walter Suárez, criticou a medida “excessiva” imposta contra seu cliente, que terá de ser levado à prisão de Palmasola, informam a mídia boliviana. Marcelo Arce compareceu nesta sexta-feira ao tribunal e, em frente à sede judicial, um grupo de pessoas o repreendeu gritando “ladrão” ou exigindo que ele “devolvesse o dinheiro”.
As buscas realizadas após a prisão de Marcelo Arce permitiram recuperar 16.500 dólares, 40.000 bolivianos, uma caminhonete e um capacete da Yacimientos Petrolíferos Federales de Bolivia (YPFB), supostamente utilizado para se passar por um responsável dessa empresa estatal.
Segundo a Vice-Ministério da Transparência, Arce Mosqueira ocupava um andar nos escritórios da YPFB e teria se beneficiado de recursos do Estado “por meio da influência em processos de contratação”. Além disso, ele administrava, por meio de laranjas, 18 imóveis e 20 veículos.
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