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MADRID, 16 abr. (EUROPA PRESS) -
Ofer Golan, assessor há uma década do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, apresentou sua demissão, conforme anunciado por ambos em um comunicado conjunto, sem que, até o momento, tenham sido divulgados os detalhes que o levaram a tomar essa decisão.
Golan, que também foi porta-voz da família de Netanyahu e chefe da campanha do Likud do primeiro-ministro durante as eleições de 2019, elogiou a figura de Netanyahu e sua “capacidade inimaginável de navegar entre desejos, limitações e aspirações sem comprometer o bem do Estado e de seus cidadãos, alcançando conquistas importantes”.
Assim, ele expressou sua “fé fervorosa” no primeiro-ministro e destacou os “movimentos históricos que moldaram, fortaleceram e reforçaram o Estado de Israel, redefinindo-o”, ao mesmo tempo em que expressou sua gratidão a Netanyahu e sua família pelo apoio durante esse período.
Por sua vez, Netanyahu destacou que “Ofer tem sido, há anos, um companheiro de jornada”, conforme noticiado pelo jornal israelense ‘The Jerusalem Post’. “Ele agiu com grande profissionalismo e dedicação, com total comprometimento e discrição, e fez uma contribuição significativa com conselhos sábios e bom senso”, ressaltou.
A saída de Golan do cargo ocorre após ele ter sido indiciado em 2025, juntamente com outros dois assessores de Netanyahu, por suposta intimidação de testemunhas no âmbito do julgamento por corrupção contra Netanyahu, que no domingo sofreu um novo adiamento, em meio a apelos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que ele seja perdoado.
O primeiro-ministro é acusado em três processos por uma série de crimes, entre eles fraude e aceitação de subornos, embora tenha alegado que tudo isso faz parte de uma perseguição política. De fato, ele conseguiu retornar ao poder para um sexto mandato já com os processos em andamento, no final de 2022.
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