Publicado 29/04/2026 00:44

Um grupo de haredim invade a residência do chefe da Polícia Militar israelense no sudoeste do país

Esta é a mais grave das inúmeras manifestações de ultraortodoxos em todo o território de Israel, que resultaram na detenção de cerca de trinta pessoas

Policiais enfrentam manifestantes ultraortodoxos em Ashkelon, no sudoeste de Israel
PORTAVOCÍA DE LA POLICÍA DE ISRAEL

MADRID, 29 abr. (EUROPA PRESS) -

Um grupo de haredim israelenses que protestava contra a prisão de um desertor do serviço militar nas Forças de Defesa de Israel (FDI) invadiu nesta terça-feira o pátio da residência do chefe da Polícia Militar, o brigadeiro Yuval Yamin, em Ashkelon, cidade litorânea no sudoeste de Israel, num tumulto que resultou em até 25 detenções, às quais se somaram outras em protestos do mesmo movimento em outros pontos do país.

As prisões ocorreram depois que “um grupo de manifestantes invadiu a residência de um alto comandante das IDF, derrubou e danificou o muro da casa, cercou o pátio da residência, agiu de forma violenta e perturbou a rotina”, conforme informou a assessoria de imprensa da Polícia de Israel em um comunicado.

“Ao receber a notificação do incidente, as forças policiais foram chamadas ao local e iniciaram operações para restaurar a ordem e dispersar os manifestantes; no processo, detiveram e prenderam 25 manifestantes, alguns dos quais são menores de idade”, acrescenta o comunicado.

O texto também traz as palavras do comissário de polícia, Danny Levy, que condenou “veementemente” os distúrbios e ressaltou que se trata de “uma perigosa transgressão de um limite inaceitável e um ato inaceitável”. Assim, apesar de observar que “protestar é um direito”, ele enfatizou que “a violência, a invasão e as ameaças aos familiares não fazem parte” desse direito.

Nesse sentido, a assessoria de imprensa da Polícia indicou que “continuará agindo com firmeza contra qualquer manifestação de violência e violação da lei, trabalhará para levar os envolvidos à justiça e continuará trabalhando para manter a ordem pública e a segurança dos cidadãos israelenses”.

Por sua vez, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, também repudiou esses fatos, manifestando em uma breve mensagem nas redes sociais sua “enérgica” condenação de um “ataque selvagem e violento contra um oficial de alta patente da Polícia Militar”. “Exijo que sejam tomadas medidas contundentes contra os responsáveis”, reclamou.

Este foi o mais grave dos protestos ocorridos em todo o país durante um dia em que manifestantes ultraortodoxos pertencentes a uma facção extremista agiram em todo o território.

Em outra de suas ações, bloquearam uma rodovia perto da cidade de Bnei Barak, no centro do país, e, com a chegada das forças de segurança, “desrespeitaram as instruções” e continuaram “desobedecendo à ordem” das autoridades de abandonar um protesto declarado ilegal, conforme alegou a assessoria da Polícia israelense em outro comunicado.

“A polícia foi obrigada a usar a força para retirar os veículos que ficaram presos na manifestação”, diz o texto, no qual a polícia também informou que três pessoas foram detidas após “atacarem policiais, atirarem pedras e utilizarem artefatos pirotécnicos” contra as autoridades.

Além disso, a porta-voz informou também sobre a dispersão, por parte de policiais e soldados da Guarda de Fronteira, de outros “distúrbios violentos” ocorridos em “vários pontos de Jerusalém e Beit Shemesh”, ligeiramente a sudoeste, onde também houve bloqueios de estradas.

“Durante a intervenção, a polícia enfrentou manifestantes violentos que bloquearam as vias de tráfego para veículos e o bonde, atearam fogo em bandeiras israelenses e atiraram pedras”, diz um comunicado em que o gabinete do porta-voz, que aponta que os agentes “fizeram uso da força”, afirma também que um deles “foi agredido”, após o que “o suspeito do ataque foi detido e levado à delegacia para dar continuidade à investigação”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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