BRUXELAS 4 fev. (EUROPA PRESS) - Um grupo de eurodeputados exigiu à Comissão Europeia que abandone o uso da projeção de mapas Mercator, alegando que tem um viés “colonial”, e que estabeleça como padrão “projeções cartográficas equitativas”, recomendando aos Estados-membros que se juntem a essa iniciativa.
Em uma petição dirigida ao comissário de Cultura e Juventude, Glenn Micallef, liderada pelo eurodeputado dos Comuns Jaume Asens, sete parlamentares expuseram que a projeção de Mercator — criada em 1569 para a navegação — superdimensiona o tamanho da Europa e da América do Norte, enquanto “reduz drasticamente” a escala da África e da América do Sul.
“Essa distorção não é meramente técnica; tem um profundo impacto simbólico nas percepções geopolíticas e educacionais de gerações inteiras”, indicaram em sua carta, na qual destacam a necessidade de “promover mapas mais equitativos que reflitam a realidade global”.
Eles propuseram, especificamente, a adoção de projeções como a “Equal Earth” em materiais oficiais e educacionais, pois isso colocaria a UE “como pioneira do século XXI”, promovendo “o pensamento crítico, a consciência global e os valores de igualdade entre a juventude europeia”.
Por esse motivo, solicitaram ao comissário que elabore “diretrizes de boas práticas” para o uso de projeções cartográficas “equitativas” nas comunicações institucionais e nos projetos educacionais europeus.
Também exigiram à Comissão que aplique essas projeções nas suas publicações e sites web, “estabelecendo uma norma para todas as instituições da UE”, e que emita “recomendações não vinculativas aos Estados-Membros sobre materiais educativos, respeitando as suas competências nacionais”.
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