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Alegam “incapacidade moral permanente” por suas reuniões clandestinas com um empresário chinês, os escassos resultados em segurança e a privatização da Petro-Perú MADRID 27 jan. (EUROPA PRESS) -
Cerca de trinta deputados peruanos de diferentes formações ligadas principalmente à esquerda registraram nesta segunda-feira uma moção para destituir da Presidência do Congresso — e, portanto, de seu exercício nas funções do país — o atual presidente em exercício, José Jerí, contra quem já se acumulam sete iniciativas como esta em relação às suas reuniões clandestinas com um empresário chinês.
A moção foi impulsionada por Segundo Montalvo, do partido Perú Libre, que, além do apoio de seu partido, conseguiu o apoio dos blocos Socialista, Juntos por el Perú - Voces del Pueblo - Bloque Magisterial e Bloque Democrático Popular, bem como de deputados não agrupados e de Edwin Martínez, da Acción Popular.
O texto, apoiado por 26 deputados de um total de 130 que compõem a Câmara, pede a saída de Jerí da Presidência alegando “incapacidade moral permanente” em virtude de seus encontros com o empresário chinês Zhihua Yang — a quem o presidente se referiu no Parlamento como “Johnny” —— encontros aos quais ele compareceu escondido com óculos escuros e capuz e dos quais saiu com presentes como doces e quadros, conforme reconheceu perante os deputados, mesmo negando qualquer ato “ilícito” em sua atuação.
Além disso, os signatários desta última moção também alegam que o presidente em exercício não tem “políticas públicas para enfrentar a insegurança cidadã no setor de transportes”, um problema já presente durante o mandato da destituída Dina Boluarte e que o atual presidente em exercício se comprometeu a corrigir após assumir o cargo.
Paralelamente, os parlamentares criticaram o decreto assinado por Jerí para a privatização da Petro-Perú, argumentando que, “apesar de se pretender instalar a ideia de uma suposta ‘falência’”, a empresa pública, “segundo dados oficiais, mantém um patrimônio líquido positivo de aproximadamente 2,2 bilhões de dólares (1,852 bilhão de euros) no terceiro trimestre de 2025”.
“O problema central não é a inviabilidade econômica, mas um grave estresse de liquidez originado por más decisões de gestão, endividamento excessivo e deficiências nos mecanismos de controle”, afirmaram, classificando o decreto de privatização como “uma saída equivocada que evita a responsabilidade do Poder Executivo de propor uma reforma séria da gestão empresarial”.
Em conclusão, os signatários alertaram “enfaticamente que o que o governo do presidente Jerí pretende é realizar uma gestão indevida dos recursos financeiros do país, em um momento de estado de emergência contínuo, em que seu objetivo deve ser adotar medidas para conter a insegurança e defender a população diante do aumento da criminalidade em nível nacional, apenas para priorizar, por meio de um decreto de urgência, a transferência de recursos financeiros sem fundamento técnico e jurídico”.
Essa moção representa uma escalada nas pressões contra Jerí, embora o texto permaneça, como nas seis iniciativas anteriores, à espera do fim do recesso do Congresso em março ou da convocação de uma sessão plenária extraordinária, o que exigiria uma ordem do presidente interino da Câmara, Fernando Rospigliosi — que descartou essa possibilidade —, ou uma petição de 43 deputados.
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