Roman Koziel / Zuma Press / Europa Press - Arquivo
MADRID 14 set. (EUROPA PRESS) -
O grupo curdo Komala denunciou nesta segunda-feira um novo ataque com mísseis contra um de seus acampamentos na região semiautônoma do Curdistão iraquiano, no norte do Iraque, um incidente que não causou vítimas e que a organização atribuiu às forças do Irã.
Alí Ranjbari, porta-voz do Komala, indicou em declarações concedidas à emissora de televisão curda Rudaw que três mísseis atingiram as instalações, localizadas em Zirguez, ao mesmo tempo em que confirmou “danos materiais” não especificados no acampamento, que abriga familiares de membros do grupo.
Assim, ele afirmou que o ataque teria sido realizado pelo Irã após a convocação de uma greve geral a partir de quarta-feira em regiões de maioria curda do Irã, por ocasião do quarto aniversário da morte, sob custódia, de Mahsa Amini, uma jovem detida na capital, Teerã, por supostamente usar o véu de maneira inadequada.
“Esses ataques são uma tentativa inútil que decorre da ansiedade, do medo e do pânico da República Islâmica do Irã em relação à greve que ocorrerá no Curdistão em 16 de setembro”, afirmou Ranjbari, em referência à referida convocação, apoiada por vários grupos curdos, entre eles o Komala.
O Irã, que não se pronunciou sobre essas acusações, lançou nos últimos anos operações contra grupos separatistas curdos no noroeste do país e contra bases dessas formações no norte do Iraque, ações essas que se intensificaram em resposta à ofensiva lançada em fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel, em meio às negociações entre Washington e Teerã para tentar chegar a um novo acordo nuclear.
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