Europa Press/Contacto/Abdul Kader Al Bay
MADRID, 1 abr. (EUROPA PRESS) -
Os ministros das Relações Exteriores de 15 países europeus, incluindo a Espanha, mostraram-se “consternados” com a escalada da violência no Líbano, onde cerca de 25% da população se encontra deslocada desde o último dia 2 de março, pelo que pediram ao partido-milícia xiita Hezbollah e a Israel que cessem seus ataques.
“Estamos consternados com a situação dramática e a nova escalada de violência no Líbano, onde já há 1,2 milhão de pessoas deslocadas internamente, o que representa aproximadamente 25% da população total”, afirmaram em comunicado conjunto os ministros da Bélgica, Croácia, Estônia, Finlândia, Islândia, Itália, Irlanda, Letônia, Luxemburgo, Moldávia, Noruega, Polônia, San Marino, Espanha e Suécia.
Os 15 países condenaram “veementemente a decisão” do Hezbollah de atacar Israel em apoio ao Irã, uma ação que ocorreu dias depois de Israel lançar, juntamente com os Estados Unidos, uma ofensiva surpresa contra território iraniano, matando o então líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, entre outros altos cargos.
O grupo xiita, defenderam, “deve cessar imediatamente todas as ações hostis contra Israel e desarmar-se”, aludindo às resoluções emitidas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, e reafirmaram seu apoio aos “esforços” do governo libanês nesse sentido. “Esses esforços devem ser apoiados, em vez de prejudicados. Continua sendo essencial que a comunidade internacional continue apoiando as Forças Armadas Libanesas”, afirmaram.
Os ministros europeus estenderam a Israel seu pedido para que cesse os ataques no Líbano, instando as autoridades israelenses “a respeitar plenamente a soberania e a integridade territorial” do país vizinho. Além disso, lembraram ao governo de Benjamin Netanyahu sua “obrigação de cumprir integralmente o Direito Internacional Humanitário, incluindo os princípios de distinção, proporcionalidade e precaução”.
“Salientamos a importância da proteção dos civis e dos bens de caráter civil. Os ataques contra civis, profissionais de saúde, trabalhadores humanitários, jornalistas, infraestruturas civis e instalações são injustificados e inaceitáveis. Devem cessar imediatamente”, afirmaram, após a onda de ataques israelenses ter causado mais de 1.300 mortos, incluindo mais de uma centena de menores, bem como jornalistas e profissionais de saúde.
CONDENAÇÃO AOS CONTINGENTES DA FINUL
Os 15 também manifestaram seu apoio à Missão Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL) e condenaram “todos os ataques contra os contingentes” da organização, onde, nos últimos dias, morreram dois cascos azuis da Indonésia. “A segurança dos cascos azuis da ONU deve ser garantida em todos os momentos”, enfatizaram.
Os ministros das Relações Exteriores lembraram que “todas as partes devem respeitar” o acordo de cessar-fogo de novembro de 2024, após o qual Israel lançou dezenas de bombardeios contra território libanês, e pediram “veementemente a Israel que aceite o apelo das autoridades libanesas para manter negociações diretas” em meio à guerra desencadeada há um mês na região.
"Os esforços para apoiar a estabilização no Líbano são fundamentais para alcançar uma paz e segurança duradouras no Oriente Médio. A redução da tensão é urgente. A diplomacia deve prevalecer", sublinharam.
Por outro lado, os ministros, que garantiram que continuarão mobilizando “ajuda emergencial e humanitária considerável para apoiar” o Líbano, solicitaram “acesso humanitário pleno, seguro e sem obstáculos a todas as populações afetadas” no país e exortaram a comunidade internacional a se mobilizar para ajudar os libaneses.
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