MELILLA 12 ago. (EUROPA PRESS) -
A Polícia Nacional desmantelou em Melilla uma rede dedicada à formalização de registros fictícios com o objetivo de favorecer a imigração irregular e facilitar a obtenção do Documento Nacional de Identidade (DNI) na Espanha, em uma operação na qual trinta pessoas estariam supostamente envolvidas.
De acordo com um porta-voz da Alta Direção da Polícia, a investigação, realizada nos últimos meses pela Unidade Contra Redes de Imigração e Falsidade Documental (Ucrif), teve início após a detecção de um aumento de registros fraudulentos no Registro Municipal. Esses registros eram usados para processar autorizações de residência para cidadãos estrangeiros que não possuíam os requisitos legais.
As investigações incluíram análise de documentos, inspeções presenciais nos endereços sob investigação, entrevistas com testemunhas e consultas a bancos de dados corporativos para rastrear os movimentos de fronteira dos envolvidos. O modus operandi detectado consistia na formalização de contratos de aluguel fictícios para simular uma residência efetiva na cidade.
De acordo com o porta-voz da polícia, vários atores estavam envolvidos no esquema: o beneficiário estrangeiro, que se apresentava como inquilino; o proprietário do imóvel, que concordava em assinar o contrato falso; e, em algumas ocasiões, intermediários que facilitavam a operação.
Como resultado, acrescentou a fonte acima mencionada, foram abertos processos por supostos crimes de documentação falsa e contra os direitos dos cidadãos estrangeiros, que foram encaminhados aos diferentes Tribunais de Instrução em Melilla.
O porta-voz da sede explicou que a Ucrif, uma unidade especializada da Polícia Nacional, tem a missão de investigar crimes relacionados ao tráfico de pessoas, imigração irregular e documentos falsos, além de preveni-los por meio da cooperação com outras forças de segurança e organizações internacionais.
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