Até agora, não existia nenhuma opção terapêutica para tratá-lo BARCELONA 6 mar. (EUROPA PRESS) -
Um ensaio clínico com a participação do Instituto de Oncologia Vall d'Hebron (Vhio) de Barcelona demonstrou a eficácia de uma terapia direcionada com o medicamento pimicotinibe em pacientes com tumor de células gigantes da bainha tendinosa (TGCT, na sigla em inglês), considerado ultra raro — menos de um caso por milhão de habitantes por ano.
Os resultados, publicados nesta sexta-feira na revista “The Lancet”, levaram as autoridades regulatórias a avaliá-lo, pois representa “uma oportunidade” para esses pacientes para os quais até agora não havia nenhuma opção terapêutica na Espanha, informou o Vhio em um comunicado.
INFREQUENTE E AGRESSIVO O chefe do Grupo de Pesquisa Translacional em Sarcomas do Vhio e coautor do estudo, César Serrano, explicou que o TGCT é um tumor de origem mesenquimal “muito infrequente”, localmente agressivo, e geralmente associado a dor articular, inflamação, rigidez e deterioração funcional progressiva que leva à incapacidade.
“A taxa de recorrência após a cirurgia é alta e leva à perda progressiva da funcionalidade, especialmente na ausência de tratamentos aprovados, o que destaca a importância de desenvolver um tratamento eficaz para esses pacientes”, observou. O ENSAIO
O pimicotinibe é um inibidor oral “altamente seletivo e potente” do receptor CSF-1, que é superexpresso em 90% a 95% dos pacientes com TGCT.
O ensaio foi realizado em vários países da Ásia, Europa e América do Norte, e contou com a participação de 94 pacientes: 63 foram tratados com pimicotinibe e os restantes com placebo.
Após 25 semanas, a taxa de resposta — que indica a porcentagem de pacientes que apresentaram uma redução “significativa” do tumor — foi de 54% nos pacientes tratados com o novo medicamento, contra 3,2% nos pacientes tratados com placebo.
Além disso, a taxa de redução do volume tumoral foi de 63,5% nos pacientes tratados com pimicotinibe, contra 3,3% nos que receberam placebo. MELHORIAS NAS ARTICULAÇÕES
A redução do tamanho do tumor resultou em melhorias “estatisticamente e clinicamente significativas” nos parâmetros relacionados à funcionalidade da articulação, como rotação ativa, redução da rigidez, controle da dor e função física em geral, nos pacientes tratados com pimicotinibe.
O novo medicamento já foi aprovado na China e está atualmente em processo de aprovação pelas principais agências reguladoras.
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