MÁLAGA 14 abr. (EUROPA PRESS) -
Um dos acusados de um tiroteio ocorrido em 2019 na cidade de Marbella, na província de Málaga, no qual um homem morreu e outro ficou ferido, foi atingido por dois tiros na noite desta segunda-feira em Pizarra (Málaga), o que motivou a suspensão, sem data marcada, do julgamento com júri popular previsto para esta semana, segundo informaram várias fontes consultadas pela Europa Press.
O julgamento por crimes de homicídio, tentativa de homicídio e pertencimento a grupo criminoso pelos fatos de 2019 já havia sido adiado nesta segunda-feira porque o acusado indicou que precisou ir ao pronto-socorro, conforme informou o Tribunal Superior de Justiça da Andaluzia (TSJA), que indicou que estava previsto iniciar a audiência nesta terça-feira.
Fontes do caso explicaram à Europa Press, a respeito dessa primeira agressão, que o acusado alegou que duas pessoas com o rosto coberto e que andavam de patinete teriam lhe dado uma facada, o que o fez até mesmo perder a consciência e ter que ser levado ao pronto-socorro de um hospital.
Além disso, segundo essas mesmas fontes, ele informou nesta terça-feira que havia recebido dois tiros, um na região do tornozelo e outro nas costas ou no ombro, disparados por pessoas que estavam em uma motocicleta na noite de segunda-feira em Pizarra. Um incidente que o levou a ser internado em um hospital.
Conforme precisaram as fontes, o magistrado-presidente do Tribunal do Júri ordenou que fossem realizadas as diligências necessárias para determinar a veracidade dessas declarações e, após verificá-las, as partes foram notificadas e foi acordada a suspensão do julgamento pelo menos até o próximo mês de novembro.
Por sua vez, a Guarda Civil informou que foi aberta uma investigação na sequência de uma briga ocorrida em um bairro de Pizarra na noite da última segunda-feira, na qual um homem foi ferido por um tiro.
Pelos fatos ocorridos em 2019, o Ministério Público pede 37 anos de prisão para um réu e 38 anos e meio para outros dois. Os fatos ocorreram em novembro daquele ano. De acordo com a petição inicial da acusação pública, dois dos réus, “em execução de um plano pré-concebido”, no qual teria participado o terceiro, dirigiram-se em um veículo, juntamente com as duas vítimas, à residência de um deles.
Uma vez lá dentro, afirma o Ministério Público em seu relato inicial, ao qual a Europa Press teve acesso, “com a intenção de tirar a vida de ambos”, um dos acusados supostamente disparou com uma arma curta do tipo revólver no peito, com a bala entrando abaixo da clavícula e saindo pelas costas, causando a morte.
Depois disso, afirma a acusação, supostamente um segundo acusado — aquele que agora se encontra internado — teria atirado no outro homem com uma arma semelhante até três vezes, atingindo-o no ombro, na perna e no abdômen; o que lhe causou várias lesões que exigiram tratamentos de reabilitação em vários hospitais e que levaram 336 dias para cicatrizar.
O terceiro acusado havia se reunido previamente com os acusados, “com o objetivo de planejar e matar” as duas vítimas, com as quais também manteve encontros, afirma o promotor. Além disso, logo após o tiroteio, ele também se reuniu com os outros dois réus.
Para a acusação pública, trata-se de dois crimes de homicídio, um deles na forma de tentativa; e de pertencimento a grupo criminoso com posse de armas, crimes pelos quais acusa os três réus; enquanto a dois deles também imputa crimes de posse ilegal de armas, uma vez que nenhum deles possuía licença de porte de arma.
Por esses fatos, solicita que seja imposta a um dos réus a pena de 37 anos de prisão e aos outros dois acrescenta o pedido de mais um ano e meio por porte ilegal de armas — solicitando 38 anos e meio de prisão. Como indenização, considera que devem ser pagos aos herdeiros do falecido 200.000 euros e ao ferido 26.280 euros pelas lesões causadas e 99.000 euros pelas sequelas.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático