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MADRID 21 mar. (EUROPA PRESS) -
A Justiça da Colômbia condenou nesta sexta-feira Simeón Pérez Marroquín, conhecido como “El Viejo”, a 22 anos e quatro meses de prisão por seu envolvimento no assassinato, em junho de 2025, do senador Miguel Uribe Turbay, enquanto este participava de um evento em Bogotá.
O Ministério Público anunciou em um comunicado a condenação imposta a Pérez Marroquín pelos crimes de “homicídio qualificado, associação para a prática de crimes qualificada, utilização de menores na prática de crimes; e fabricação, tráfico, porte ou posse de armas de fogo, acessórios, peças ou munições”.
Segundo essas informações, “El Viejo” teria sido o responsável pelo planejamento do ataque, chegando a fornecer a arma usada para tirar a vida do senador do Centro Democrático.
Após o conhecimento da sentença, o advogado da família de Uribe, Víctor Mosquera, emitiu um comunicado no qual comemorou a decisão como “um passo estrutural relevante no esclarecimento judicial do crime”. “O réu assumiu um papel determinante dentro da organização criminosa, atuando como coordenador logístico, fornecedor de armas e elo direto com aqueles que ordenaram a execução do homicídio por encomenda”, afirmou.
No entanto, Mosquera ressaltou que “a verdade judicial ainda não está completa” e aludiu à existência de “uma organização criminosa com níveis de direção, coordenação e financiamento que transcendem os executores já julgados e remetem a um grupo armado ilegal”.
O presidente colombiano, Gustavo Petro, também se referiu à decisão judicial em suas redes sociais, onde questionou “onde está a retratação?” daqueles que acusaram seu Executivo de estar por trás do assassinato de Miguel Uribe “agora que há uma pessoa que confessou”.
A condenação de Pérez Marroquín soma-se às de Carlos Mora González e Katherine Martínez, que foram condenados no início deste mês a 21 anos de prisão por seu envolvimento no assassinato do político colombiano.
O assassinato de Uribe Turbay em 11 de agosto de 2025, pelas mãos de um adolescente de 15 anos, chocou o país e reavivou na memória coletiva lembranças de épocas sombrias, especialmente nas décadas de 80 e 90, em que a violência e os assassinatos contra líderes políticos eram frequentes.
Até nove pessoas foram detidas por esses fatos. A investigação aponta para uma rede de assassinos profissionais como responsáveis pela organização do assassinato, cujos motivos ainda não estão claros.
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