Joaquín Corchero - Europa Press
SEVILHA 20 jul. (EUROPA PRESS) -
Os funcionários do Hospital Psiquiátrico Penitenciário de Sevilha tiveram que intervir na noite deste domingo em um incêndio provocado por um detento, enquanto era transmitida a final da Copa do Mundo disputada pela Espanha.
Conforme detalhado pelo sindicato Acaip-UGT em um comunicado à imprensa, a equipe do centro também teve que atender a um caso de automutilação e a diversos distúrbios da ordem; diante disso, eles reiteraram a falta de pessoal no centro e exigiram medidas para reforçar a segurança e o atendimento aos internos.
Dessa forma, conforme relatado pelo jornal El Pespunte, os agentes do turno que entrava e do que saía tiveram que lidar com o incêndio provocado no quarto do detento, que foi transferido para uma cela de segurança com videovigilância. Posteriormente, segundo o sindicato, o mesmo detento se automutilou utilizando fragmentos de metacrilato e arrancando parte da instalação da câmera de vigilância.
Paralelamente, o restante da ala de cuidados intensivos registrou momentos de tensão com gritos, insultos e distúrbios dirigidos contra os funcionários e a chefe de serviços.
Por isso, o sindicato parabenizou a equipe pela intervenção realizada, ao mesmo tempo em que denunciou “a grave e crônica falta de pessoal” que afeta o Hospital.
Por sua vez, reivindicam a transferência do detento envolvido, ao considerar que a repetição dos incidentes protagonizados por ele representa um “risco elevado”, bem como a retomada do projeto do Centro Penitenciário de Siete Aguas e uma reestruturação dos quadros de funcionários para adaptar os recursos humanos às necessidades atuais dos hospitais psiquiátricos penitenciários.
Nesse contexto, há uma semana, um detento assassinou seus dois companheiros de cela no mesmo Centro Psiquiátrico Penitenciário de Sevilha, o que provocou reclamações por parte dos sindicatos e denúncias de falta de recursos e superlotação das instalações.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático