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MADRID 22 abr. (EUROPA PRESS) -
A Marinha da China informou nesta quarta-feira que vários de seus navios, incluindo um contratorpedeiro, navegaram ao largo de várias ilhas japonesas da prefeitura de Okinawa, em meio ao aumento da tensão entre os dois países e ao término de uma série de manobras militares na região.
A passagem dessas embarcações em frente às ilhas de Yonaguni e Iriomote ocorreu após uma série de atividades marítimas com as quais a China testou suas capacidades em alto mar em zonas do Pacífico.
Isso foi confirmado pelo Comando do Teatro Oriental do Exército da China, responsável por esse tipo de operações e pelas questões relacionadas ao Estreito de Taiwan, que estimou em 133 o número de navios utilizados durante essas manobras, segundo informações da agência chinesa Xinhua.
Embora o Japão admita a passagem de navios estrangeiros por esse canal, o país se reserva o direito de tomar medidas caso outros navios o façam e se desviem para águas territoriais. As manobras foram iniciadas na segunda-feira, logo após as forças japonesas também se juntarem a uma série de atividades militares com as Filipinas e os Estados Unidos, entre outros países.
As relações entre a China e o Japão deterioraram-se desde novembro passado, quando a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, afirmou que qualquer ação militar chinesa contra Taiwan, incluindo um bloqueio naval, poderia ser considerada uma “situação que ameaça a sobrevivência” na região, o que permitiria ao Japão exercer seu direito à legítima defesa coletiva, conforme estabelece sua Constituição.
Para Pequim, essas declarações são “errôneas” e representam um “duro golpe nas relações entre os dois países”. Além disso, criticaram o envio de navios japoneses ao estreito de Taiwan, ações que consideram “uma demonstração de força e provocações deliberadas”.
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