Publicado 17/02/2026 13:54

Um cargo de confiança da ex-vereadora de Móstoles renuncia por “compromisso com a veracidade” após denúncia ao prefeito

A fachada da Câmara Municipal de Móstoles, em 5 de fevereiro de 2026, em Móstoles, Madri (Espanha).
A. Pérez Meca - Europa Press

MADRID 17 fev. (EUROPA PRESS) -

A ex-coordenadora de Digitalização e Novas Tecnologias da Prefeitura de Móstoles renunciou por “compromisso com a veracidade” após o “aparecimento público de determinados fatos relacionados com a etapa anterior”, em relação à acusação de assédio sexual e laboral de uma ex-vereadora do PP contra o prefeito, Manuel Bautista (PP).

Ela comunicou isso ao prefeito em uma carta, divulgada pela Cadena Ser e à qual a Europa Press teve acesso, na qual afirma que deve renunciar por “coerência institucional, responsabilidade pessoal e respeito aos princípios que devem reger o exercício de cargos de confiança”. Ela foi nomeada pela denunciante de Bautista.

A carta, datada desta segunda-feira, chegou no mesmo dia em que o advogado da ex-vereadora formalizou perante o Tribunal de Instância do município uma queixa contra o prefeito e contra o PP nacional pela suposta prática de crimes de assédio sexual, assédio no trabalho, crime contra a integridade moral, lesões, coações e revelação de segredos.

O caso foi revelado há duas semanas pelo jornal El País, quando publicou que a ex-vereadora havia denunciado internamente em seu partido o suposto assédio sexual e laboral por parte do prefeito, sem receber proteção. Bautista defendeu sua inocência e garantiu que o relato “não corresponde à realidade”.

Em coletiva de imprensa, o secretário-geral do PP de Madri, Alfonso Serrano, anunciou então que estudariam ações legais contra a ex-vereadora de Móstoles por agir de “má-fé” e “fabricar provas” contra o partido por uma “vingança pessoal”, ao gravar conversas após as acusações de assédio sexual contra o prefeito.

DECISÃO “COERENTE” COM OS “FATOS” CONHECIDOS A ex-coordenadora lembra na carta que sua nomeação estava “diretamente ligada à relação de confiança” com a ex-vereadora, que apresentou sua demissão em outubro de 2024.

Na mesma linha, ela afirma que, desde então, continuou a desempenhar as funções atribuídas ao cargo, reportando-se e colaborando com a nova vereadora responsável pela área “com o mesmo compromisso institucional e profissional que guiou minha atuação desde o início”. Ainda assim, ela considera indispensável sua renúncia após “o surgimento público de determinados fatos”, embora eles tenham sido conhecidos “após sua saída”. “Esta decisão é tomada em coerência com os fatos que foram objeto de conhecimento público e em atenção a um dever de compromisso com a veracidade, com o objetivo de não interferir no funcionamento normal da organização administrativa nem no desenvolvimento do trabalho das equipes técnicas e funcionários com os quais tenho colaborado”, concluiu.

Por sua vez, fontes da Câmara Municipal de Móstoles destacaram à Europa Press que ela ingressou como coordenadora de Digitalização e Novas Tecnologias em 2023 e “após a saída da então vereadora da área, manteve suas funções, atendendo a critérios de profissionalismo e capacidade”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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