Europa Press/Contacto/Shadati - Arquivo
MADRID 22 abr. (EUROPA PRESS) -
Um assessor do presidente do Parlamento iraniano e representante do Irã nas negociações, Mohamad Baqer Qalibaf, afirmou nesta segunda-feira que “a continuação do cerco marítimo não difere de um bombardeio” e que deve ser respondida “com uma ação militar” por parte de Teerã, aludindo ao fato de que a prorrogação do cessar-fogo anunciada pelos Estados Unidos “responde à necessidade de ganhar tempo para um ataque surpresa”.
O assessor, Mahdi Mohamadi, afirmou em suas redes sociais que a prorrogação do cessar-fogo anunciada nesta segunda-feira pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “carece de significado” pacífico e seria apenas uma estratégia de curto prazo para “ganhar tempo para um ataque surpresa”. Além disso, ele instou o Irã a responder por meio de uma ação militar.
“A parte perdedora não pode impor condições. A continuação do cerco não difere do bombardeio e deve ser respondida com uma ação militar. É o momento de o Irã tomar a iniciativa”, advertiu.
No calor do debate gerado a partir dessas declarações, um funcionário do Parlamento iraniano declarou à agência iraniana Tasnim, sem revelar seu nome, que “as opiniões dos assessores do presidente do Parlamento não refletem necessariamente sua posição”.
“O senhor Qalibaf, como presidente da Assembleia Consultiva Islâmica, conta com assessores respeitados nas áreas cultural, econômica, social e política, dos quais sempre se beneficia. No entanto, a divulgação das opiniões desses assessores, que é seu direito natural, não implica necessariamente a divulgação de sua posição”, argumentou.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático