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MADRID 28 maio (EUROPA PRESS) -
O Ministério Público de Israel apresentou acusações nesta quinta-feira contra Yonatan Urich, um dos assessores do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que estava sendo investigado por supostamente ter vazado para a mídia informações favoráveis ao Catar em troca de grandes somas de dinheiro provenientes de Doha, o que teria “colocado o Estado em risco”.
Urich teria colaborado com o ex-porta-voz do gabinete do primeiro-ministro, Eli Feldstein, para extrair informações confidenciais de natureza militar e posteriormente entregá-las à imprensa estrangeira, entre elas o jornal alemão “Bild”, para “moldar a opinião pública” israelense, segundo informações do jornal “Haaretz”.
O próprio Netanyahu descreveu esse caso no passado como um “blefe”, depois que ambos foram detidos após as forças de segurança encontrarem indícios de que eles estavam trabalhando para uma empresa do Catar que buscava divulgar notícias na imprensa israelense.
Desde o início das investigações, o primeiro-ministro tem criticado as forças de segurança e enfatizado que se trata de uma “caça às bruxas”.
Urich, que trabalhou como assessor estratégico de Netanyahu e também como diretor de campanha do partido Likud, teria contribuído para o vazamento ocorrido em 2024, que incluía informações militares confidenciais sobre o suposto plano do então líder do Hamas, Yahya Sinwar, de fugir junto com vários reféns israelenses pelo corredor de Filadélfia — informações que poderiam ter sido manipuladas.
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