VALLADOLID 26 maio (EUROPA PRESS) -
O representante especial da OTAN para a Vizinhança do Sul e subsecretário-geral adjunto para Assuntos Políticos e Política de Segurança, Javier Colomina, afirmou nesta terça-feira que “nenhum” dos Estados-membros da Aliança Atlântica tem dúvidas quanto ao compromisso da Espanha com a organização, ao mesmo tempo em que assegurou que esse compromisso se “manifesta de muitas maneiras, tanto políticas quanto econômicas”, em um dos contextos de segurança “mais complexos e instáveis das últimas décadas”.
Ele fez isso no âmbito de sua intervenção nas II Jornadas Geopolíticas do Instituto Espanhol de Estudos Estratégicos, realizadas em Segóvia, onde analisou o atual contexto de transição da ordem internacional.
Precisamente, o alto funcionário da OTAN destacou que a Aliança enfrenta o contexto de segurança “mais complexo e instável das últimas décadas” e destacou as decisões adotadas na cúpula de 2025 para reforçar a capacidade operacional da Aliança, que incluem a meta de atingir 5% do PIB em gastos com defesa até 2035, destinados tanto a capacidades militares quanto à resiliência e inovação industrial.
Em relação à guerra na Ucrânia, ele enfatizou a necessidade de manter o apoio a Kiev e aumentar a pressão sobre a Rússia — a “única maneira” de levar o presidente Vladimir Putin à mesa de negociações —, ao mesmo tempo em que alertou para as consequências globais do conflito e o envolvimento de atores como a Coreia do Norte, a China ou o Irã.
Da mesma forma, abordou os desafios provenientes da Vizinhança Sul e defendeu uma abordagem de segurança de 360 graus que permita atender simultaneamente aos desafios do leste e do sul, diante de fenômenos como a instabilidade regional, o terrorismo ou as tensões em pontos estratégicos como o estreito de Ormuz.
Por fim, Colomina destacou a importância de fóruns como este para a reflexão estratégica de longo prazo e apontou a próxima cúpula da OTAN em Ancara, capital da Turquia, como um encontro fundamental para consolidar as decisões da Aliança, em um momento em que defendeu o reforço da unidade transatlântica e da cooperação com parceiros internacionais.
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